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"cogito, ergo, suo" Bolesław Mąndrowięśki
ARQUIVO MORTO
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29.6.09
Convido a todos para a abertura e exposição de meus trabalhos recentes (e alguns nem tanto assim) no Museu Alfredo Andersen, onde a saga começou
DESPOJOS DE UM BRANCALEONE Constantemente em uma jornada que transpassa pântanos altruístas, atalhos egoístas, planícies formalizantes, cumes filosóficos e precipícios conceituais, na sua perene e quixotesca busca por um Graal estético - mesmo que seja apenas para sorver uma pequena porção dele - o artista busca saciar sua sede e deixar sua marca no mundo. Este cavaleiro andante com um caráter algo macunaímico e, por vezes, de triste figura, se outorga o direito de criar, de ser um filtro das emoções, de promover um arrebatamento da realidade empírica e restituir ao mundo sua expressividade, deixando a praticidade ao largo, auferindo significação às obras através de sua exposição. Mas o tempo confere aos trabalhos que acabam por permanecer em seu ateliê alguns desgastes, sejam eles físicos ou conceituais e, constantemente, este pretenso "criador", ao olhar a seu redor, considera a necessidade do redesenho de algumas de suas “criaturas” - se não como poética, pelo menos enquanto forma. E é nesse embate entre o passado (e suas experiências decorrentes) e a realidade diária do ateliê, aonde este acervo que vai se acumulando começa a ter o peso de entulho, que o artista procura, por entre as idéias, as técnicas, as tentativas, os acertos e os erros por ele amealhados, seus despojos. Porém a física, a química e mesmo a prática de propalados procedimentos artísticos geniais e herméticos não permitem a ele eliminar totalmente a matéria ou transubstanciá-la, mas, no máximo e por meio de uma atitude pictórica, transformá-la e “fazer a luz falar” através dela. Neste ponto, não há releituras, consertos ou apegos sentimentalistas à história de cada obra; os vestígios de sua existência pregressa podem aflorar ou simplesmente sucumbir sob as camadas que lhe são novamente impostas. Ao fim e ao cabo desta saga, às margens do oceano de homens e de idéias contra o qual este Brancaleone se defronta, avança e começa a soçobrar, ele finda por despojar-se, e sua tábua de salvação é constatar, finalmente, que a obra nunca é apenas um objeto. Evoé! Claudio Boczon Curitiba, maio de 2009 às margens do Rio Água Verde | 25.6.09
deixando de lado os entretanto e indo logo pros finalmente um trato final nos trabalhos antes da exposição próxima vindoura
lixando a "Carta"
"Apara" no estaleiro
"Trilha do Zulmiro"- o despojo mais recente
"Mata", "Terras do Cantão" e "Circunlóquio"
"Óculo", "Em terra de Caingangue, Bororo não entra" e "Barra", com "Vidraça" ao fundo quase hora de partir pro abraço quem vir ver, verá! | 22.6.09
d'antanho, mas até a pouco, presente: moto-perpétuo vai, tolo, faz jus à fama, cai de cabeça nessa tua quimera, dá, fausto, tudo por um idílio, devotas tua alma insana, inocente do quê o espera sê fiel a teu credo de que há amor infindo, bem que nunca acabe... ...a mão e a luva... ...a corda e a caçamba... ...unha e carne... cego, dá-se por completo, ignoras o dolo de quem prezas ao extremo e atolas no lodo suave, fragrante e pleno, dos coitados ah!, tolo... exposto à prova do sexto mandamento, te entregas ao instinto e recebes em troca o "precisamos dar um tempo" o "te gosto como amigo" em desespero aflito, te vês num pesadelo pensas em formicida, trem, gilete, corda, tiro te afogas em redentora carraspana, e entre os teus encontras consolo és o filho bastardo imolado pelo destino numa novela mexicana e terminas teu folhetim com fama de mal-educado, um polaco da nhanha ignorante e chinfrim, tolo, teu remédio é ouvir, num disco riscado, um tango argentino ©boczon, 2001 | 17.6.09
ainda acervo
sudário ©2002, 80x80cm monotipia com tecido e queima sobre madeira
sudário ©2003, 100x80cm monotipia com tecido sobre madeira | 12.6.09
ojúrduí
Um ar longo e reinante soprou véus. Abriu a caixa sem pressa, percorrendo as fendas dos muros, limpando as frestas. Vivo. O tempo que nos toma, este início. E os dias que já se foram, sabendo de tudo isto. copy&paste do blog da Bárbara Kirchner zuzo a ver, bárbara como houvera de ser | 6.6.09
acervo
res non verba 1999 110x40cm - acrílica e monotipia com metal e tecido sobre madeira
res non verba 1999 110x40cm - acrílica e monotipia com metal e tecido sobre madeira | 4.6.09
25.5.09
19.5.09
acervo do porão
Maria Leocádia de Brito acrílica sobre tela - 40x50cm - s/d e uma gravação sem maiores compromissos: Chuva (Xerife) Pakho, moá e Gersong (oculto mas participando) no primeiro ensaio da Macacos Cósmicos | 11.5.09
ãpdêite alvissareiro o Érebo aí de baixo já encontrou uma parede, a Bárbara Kirchner, fantástica cantora e encantadora pessoa daqui de Curitiba que conheci nestas internéticas vias e agora, pessoalmente, vamos cimentando uma grande amizade e futura parceria musical ela pilota o blog Curitibaneando, no qual divulga sempre o que há de melhor para ser lido, visto e ouvido cá por estas bandas dos pinheirais acervo
érebo 2001 40x110cm - acrílica e monotipa com pedras sobre madeira coleção Bárbara Kirchner
res non verba 1999 110x40cm - acrílica e monotipia com metal e tecido sobre madeira ainda à espera de uma parede que o acolha e Truffault, cachorro do mestre Ige: | 5.5.09
passo ao largo, mei'sem jeito e algo'btuso, domingoébriouivo pruma luaolonge demais um uivo pra dentro ess'a sina que sigo loop'alone, aliás e não mais ©boczon imagem: Firula Solar do Barão, 2005 texto: pralu, 03.V.2009 - dapré ensaio c'a Macacos Cósmicos e durante a carraspana subsequente ao mesmo | 23.4.09
pores-do-sol outonais fotografias tiradas durante uma semana, em maio de 2008, cá nos fundos do porão Praktica MTL-3 - lente 80-200mm, c'o zoom no talo - filme Kodak pro-image 100
não fiz as ampliações ainda, escaneei diretamente do copião, porisso a granulação | 19.4.09
menina loquinha menina loquinha sempre sozinha não vê o mesmo que a gente nem parece que aprende o quê se ensina menina loquinha sabe mais que se imagina aliás, é só o que faz, imagina! o mundo dela é o avesso faz e vira e mexe o fim vira começo o tempo é adereço, nem é ele quem tece termine ou comece tudo é de qualquer jeito menina loquinha sempre tão risonha sem medo, sem vergonha só se aborrece porque a gente esquece que ela, menina, não cresce menina loquinha só sonha ©1994 - dapré da exposição de Anita Malfatti, no Centro Cultural São Paulo
A Boba, 1915/ 1916 óleo s/ tela, 61 x 50,6 cm | 16.4.09
Dá para contar nos dedos das mãos as vezes que pintei fora da abstração ou do tachismo, e sempre que o fiz foi algo bem pontual, como presentes para amigos ou parentes Neste caso, uma vista da fazenda da família de minha irmã Isabel, em Benedito Novo, Santa Catarina - feita a partir de uma fotografia de meu cunhado, Henrique
Cachoeira da gruta 2003 - 50x40 - óleo sobre tela fotografia: Rafael Benecke | 11.4.09
enquanto vamos por aqui, nesta Itu velha de guerra, curtindo muita conversa, muita wódka, boas risadas e outras tantas idéias, um retrato do Mestre Ige, quiçá, dum poeta romântico, daqueles que, virgens, morriam tuberculosos, tísicos, brancazedos no estilão Álvares de Azevedo, em noites de taverna juntos ao Macário e, que diabo, diria certo Bandeira, esta lua cheia deixa qualquer um inspirado
sabadão de aleluia, e sobrevivi! selaví! | |
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