porão abaixo |
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"cogito, ergo, suo" Bolesław Mąndrowięśki
ARQUIVO MORTO
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28.2.09
onde menos se espera, está
na poça com Poseidon ©boczon, 2009 14x20cm - acrílica sobre madeira a fase atual cá na bodega é de recolher despojos, não tem jeito... ...selaví | 19.2.09
fim de festa no chão do porão, dapré da penúltima pajelança
e, entrando no ritmo do entrudo, um soneto do Cruz e Souza que tem bem um clima de marchinha carnavalesca de fim de baile na terça-feira gorda ESCÁRNIO PERFUMADO Quando no enleio De receber umas notícias tuas, Vou-me ao correio, Que é lá no fim da mais cruel das ruas, Vendo tão fartas, D’uma fartura que ninguém colige, As mãos dos outros, de jornais e cartas E as minhas, nuas – isso dói, me aflige... E em tom de mofa, Julgo que tudo me escarnece, apoda, Ri, me apostrofa, Pois fico só e cabisbaixo, inerme, A noite andar-me na cabeça, em roda, Mais humilhado que um mendigo, um verme... grande dica do James Emanuel, do blog REFLEXÕES, alguém se habilita a musicar? selaví | 13.2.09
cria rediviva
caminho das pedras ©boczon, 2000-2009 95x45cm - látex, acrílica, óleo e monotipia com pedras e vidro sobre papel e detalhes
este papel começou a ser trabalhado numa oficina de pintura que fiz com o Dudi Maia Rosa, em Antonina, durante o Festival de Inverno de 2000 onde, graças às primeiras indagações dele sobre meu trabalho, apareceram algumas valiosas pedras no meu caminho sobrou um pouco das primeiras intervenções, em látex preto e branco, que foram cobertas por várias veladuras hoje me arrependo de ter retalhado as folhas de papel originais (1,50x2,00m), mas como já diziam os sândalos: "que atire a primeira pedra..." e falando nelas, um escrito dedicado à minha pedra de toque: pedra, guia de uma vereda na qual o tolo sempre tropeça, e, sem que perceba, pedra, adiante o leva © 2001 | 6.2.09
faz tempo que estava para postar esta obra do Helio Leites, que adorna um dos cantos cá da bodega
ele não havia dado nome a ela, mas logo que a vi na exposição dele, Laboro, identifiquei de cara a minha e outras tantas babcias da colônia, com lenço na cabeça e saias algo rodadas e, também como outras tantas coisas daquela época, foi amor à primeira vista talvez não por acaso, minha babcia Apollonia descendia dos Mazur e um escrito, tendo a falta dela por mote: os lenços às polacas há horas que me faltas e peço que, ainda ao pé da cama, à gravura de Jesus-Maria-José desfies teu terço, e que a vela das almas que acendes a sombra da tua fé desenhe nos sarrafos das paredes sentado no caixote de lenha olhando as cinzas que brasas também foram madeira, sozinho e calado sorvo o café que há tão pouco passaste do pano ao bule à caneca de folha esmaltada com flores e, em azul, "saudade" na folhinha com dias dos santos é sábado, 20 de julho há sete anos procuro teu lenço, mas faltam lenços às polacas que, com as saias sobre as calças, reclamavam: "zimno, mésmo"! e iam a pé, na estrada-velha, rezar na Capela da Matka Boska Bolesna, na Colônia Thomaz Coelho broa banha e sal já tenho, pierogui na feira, dança no teatro, casa de tronco, artesanato - essas coisas de polonês - mas do pouco polaco que penso, falta sempre nas cabeças polacas um lenço ©boczon - VI.2003 | |
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