porão abaixo




"cogito, ergo, suo"
Bolesław Mąndrowięśki







Site Meter


caixinha
compre por aqui e, sem pesar a mais em seu bolso, colabore na manutenção do porão

Livraria Cultura


Compare produtos, lojas e preços
Digite produto ou marca



roteiro - blogs


dudi
sub rosa
la vie est belle
lixo tipo especial
almanaque
ao cubo³
ao mirante, nelson!
aqui tem coisa
diário de bordo
arquitetura thobias®
fezoca's blurbs
filosoclics
h gasolim ultramarino
museu de tudo
o biscoito fino e a massa
observador
quando, onde e como
sindrome de estocolmo
xilo & cia
frankamente...
banana & etc
helcio barros
varal de idéias
ultraperiférico
armazém peri s.c.
o contrário é a mesma coisa
a gravura no século XXI
almir feijó
lord broken pottery
perplexoinside
reflexões
jarosiński do brasil
carne crua
ige d'art
digital-pixels
liz kasper
quem conta um conto, aumenta um ponto
só poesias e outros itens...
cave canem
littera tour
sturm und drang!

benett-o-matic
depósito vetorial
plínio fuentes
oieuoi
solda cáustico
malvados



roteiro - mp3


360grauss
chocoreve
stay rock
lágrima psicodélica
mr five music
rato records
regnyouth archives
saravaclub*
zinhof
pqp bach
cápsula da cultura

This page is powered by Blogger. Isn't yours?
31.8.08



Photobucket

Photobucket

Photobucket

céu, nuvem, chaminé, araucária, represa e sol ao fundo
ontem, sítio, Colônia Thomaz Coelho, crepúsculo


|




28.8.08



dizem por aí que depois dela vem a bonança, mas não dá para olvidar de aforismas como este:

"A condição dos homens é como o mar, a ele dão-se diferentes nomes mas, ao fim e ao cabo, é tudo água salgada"
Goethe

Photobucket
Barra
23x20cm
pastel, acrílica e óleo sobre papel
boczon, 2008

arremedo de paisagem à guisa de enfrentamento aos perrengues dos brumosos últimos dias

quase chego à conclusão de que é neste tipo de arte - em que a realidade pode vir a ser representada - que um artista da minha laia também pode vir a entregar tudo de bandeja - além de sua falta de técnica, of course

|




22.8.08

Então, como foi dito anteriormente, enquanto hoje comemora-se em toda a cristandade o dia da Virgem Maria Rainha, vem à luz mais um quadro que, conforme já descrito anteriormente, desde o ano da graça de dois mil e um estava no limbo das criaturas inacabadas:

Photobucket
40x110cm
pirotecnia e assemblage sobre madeira

tá certo que ficou um tanto maneirista e formalizado, mas a ocasião era para este tipo de ação, de purgar certas idéias e intenções.

e mais um detalhe, com a colagem por trás do buraco feito pelo Alarico durante a expiação, da fotografia de uma gravura minha, pela qual tenho especial predileção e que fica como espécie de relíquia, a resguardar este neófito:

Photobucket

|




19.8.08

alguns detalhes dos defeitos morais de nosso catecúmeno, já trabalhados pela ígnea vontade

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

o trabalho de conversão é árduo, mas logo ele estará entre os eleitos

estes azuis que aparecem aí são reflexo do céu, talvez um sinal...



|




18.8.08

Auto-de-fé em um trabalho que desde 2001 vinha se arvorando como se odisséia fosse.

O registro é um pouco longo para não desonrar a trilha sonora do meu homônimo Debussy e, antes que atirem impressionismos sobre mim, sim, em vários momentos são duas gravações da mesma música sobrepostas, com uma pequena latência entre elas.



então, seguindo os preceitos de Agostinho e demais Doutores da Igreja, a paciência é uma virtude que deve ser praticada, ainda mais no seutube

|




13.8.08

não que seja relevante, mas a verdade toda está neste filme, mormente nesta música:



entonces, tirando o tecido, surge um autêntico quadro expressonoista tachistabstardo, quiçá o único de sua laia:

Photobucket

dziesięć lat po
©boczon, 2008
90x120cm
mista e monotipia sobre tela

e detalhes desta poética de sobreposições, veladuras, resquícios, pistas, engodos, ocultamentos e revelações,
negações peremptórias e afirmações sarcásticas que levou dez anos para ser construída e, agora, definida:

Photobucket

Photobucket

Photobucket

that's all folks!

|




11.8.08

dando continuidade ao trabalho, cerrou-se o idílio da formalização bonitinha e partimos rumo ao pantanoso, repleto de brumas e temeroso campo da escola estética que, oxalá, um dia todos professarão:

o expressonoismo tachistabstardo



Photobucket

como de praxe (ainda), tecido umedecido sobre a tela, com tinta a óleo azul ultramar extremamente diluída em terebentina

Photobucket

sobre ele também acrílica terra queimada e azul cobalto, diluídos com muita água, cola PVA e pó de grafite

Photobucket

mais uma velada com aquela água preta que teima em craquelar

Photobucket

e agora é esperar secar a pajelança

|




10.8.08

detalhes do lavoro dominical

pollackiando* o fundo de uma tela

Photobucket

Photobucket

Photobucket

e o rumo que o trabalho tomou, por enquanto

Photobucket

gororobas** diversas e muita água sobre tela
90x120cm

minhas apologias pelo reflexo do flésch, mas não teve jeito de evitar usá-lo

*termo cunhado por Ronald Yves Simon, sobre os meus, por assim dizer, fazer artístico e bagagem cultural
**selador para madeira nitocelulósico (ou algo assim), aguarrás e um líquido que preparei para tingir papel, à base de água

|




8.8.08

pôr-do-sol do outono próximo passado

meu scanner tá pedindo arrego, mas ainda quebra o galho, e a música tem que ser esta:



1ª leva

Photobucket

Photobucket

Photobucket

Photobucket

vista dos fundos da casa da Donanna, antiga fábrica da Antarctica
maio/junho de 2008

Praktica MTL-3
80-200mm, c'o zoom no talo
Kodak pro-image 100

|




4.8.08

óbvio, e ainda ululante

E agora José?
A festa acabou,
a luz apagou,
a noite esfriou
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
E agora, José?

Photobucket

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
o dia não veio,
o bonde não veio
não vale a utopia
e tudo mofou,
e agora, José?

Photobucket

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta,
quer morrer no mar,
mas o mar secou,
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense
se você dormisse,
se você cansasse
se você morresse...
Mas você não morre
você é duro, José.

Photobucket

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
para se encostar
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

José
Carlos Drummond de Andrade, que só trocou o nome



Vento Sul
©boczon, 2001
acrílica e monotipia sobre madeira
80x110cm


|