porão abaixo |
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"a minha terra dá banana e aipim, meu trabalho é achar quem descasque por mim" Noël Rosa
ARQUIVO MORTO
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30.1.07
Então, estes próximos dias ficarão corridos por aqui, e boa parte da correria é fruto duma procrastinação que teima se fazer presente. Recebi o convite para participar de um evento que comemora os cento e tantos anos do Cerco da Lapa com a criação de um museu de rua. Confesso que ainda não entendi muito bem a proposta, mas aceitei participar principalmente por ser uma motivação para bater as teias que rondam o porão. A organização do evento distribuiu aos artistas painéis de OSB, de 2,20x1,22m para serem trabalhados na frente e no verso, para quem não conhece, o tal OSB é isto aqui:
Como o tempo normal já é curto - o painel me foi entregue na quinta passada (25/01) e tem que estar pronto até dia 07/02 ¿ depois de fazer uns testes para saber para que lado atirar, resolvi retomar aquelas quizumbas com tecido, porque é um terreno não tão nebuloso e já que não haverá tempo para fazer fundo no suporte, penso que vai conversar bem com a textura do próprio painel:
Ou seja, recomeça aquela rotina de pollackiar o tecido com tinta acrílica, esperar secar, sacar, e socar mais camadas até ver onde vai. Além de que tenho que decidir se nessa história sou maragato ou pica-pau.
Não fosse apenas este trabalho no painel, na próxima sexta (02/02) participo de uma intervenção num casarão meio em ruínas na cidade de Antonina: Inter(IN)venção
Na qual a nossa banda Gás Pimenta irá tocar uns roques e uns rôus - estejam todos convidados! Ainda não tenho bem certeza do que irei fazer no casarão, minha idéia principal é utilizar a chuva que abunda ultimamente para, digamos, concretizar minha intervenção, mas por enquanto é só conjectura. | 27.1.07
A vida continua e a fila anda, a despeito das dúvidas, dos boatos, dos "mexericos da Candinha" que tanto abundam...
©boczon, Colônia Thomaz Coelho, 2006 finalmente, parece que uma pá de cal foi lançada sobre o assunto: a morte e a não morte de maria elisa guimarães me sinto triste, mas não enganado (como muitos agora escrevem), afinal a amizade é algo como o amor, se acabou é porque nunca existiu, e de minha parte, dela só ficaram coisas boas. uma pena que tenha sido assim, uma pena. | 23.1.07
18.1.07
15.1.07
Algo que sempre temi quando comecei a blogar - inspirado pelo Dudi - foi pensar no quê faria quando tivesse alguma notícia ruim para dar, já que no meu escopo, este seria sempre um lugar para coisas boas. A primeira menção que este Porão Abaixo recebeu em outro blog, foi no Subrosa da Meg que, desde então, foi amiga, madrinha e incentivadora para que este espaço permanecesse: Subrosa - 18/11/2002 Só hoje recebi dois emails dela, datados de sábado, 13, 20h, um com o subject "a perfect song" e a música "Walk on the wild side", do Lou Reed... ...respondi a ela, dizendo da coincidência da Manoela ter postado hoje uma versão desta música; e, enquanto ouvia "The passanger", com o Iggy Pop, que ela me enviou no outro email... ...entrei no blog do Cals e dei de cara com a notícia temida, desde quando soube que a Meguita estava lutando para se restabelecer. Fiquei sem chão, estou sem chão, só este vazio que parecer assomar à frente. E agora, sem nossa Meglinda... Não dá, por enquanto, não dá. Do widzenia i pocałunki madrinha Megmother | 3.1.07
pra começo de conversa: é verão, e o de 68 foi sobremaneira significativo para os rumos da civilização cristã ocidental, ainda que a história não tenha tomado ciência disso, o futuro irá reconhecer a boa safra desta estação naquele ano summer 68 - pink floyd umas cenas praianas, em Ouro Preto:
pelo menos, foi essa a impressão que tive, naqueles heróicos e pretéritos dias | |