porão abaixo |
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"a minha terra dá banana e aipim, meu trabalho é achar quem descasque por mim" Noël Rosa
ARQUIVO MORTO
com tato, clic ici as imagens e textos que não tiverem fonte ou autoria citadas são de própria lavra roteiro sub rosa dudi la vie est belle lixo tipo especial navegando pelas letras almanaque ao cubo³ ao mirante, nelson! aqui tem coisa diário de bordo arquitetura thobias® fezoca's blurbs filosoclics h gasolim ultramarino museu de tudo o biscoito fino e a massa observador joana d'arc quando, onde e como sindrome de estocolmo xilo & cia frankamente... banana & etc plínio fuentes benett-o-matic depósito vetorial oieuoi caixinha compre por aqui e, sem pesar a mais em seu bolso, colabore na manutenção do porão |
24.9.06
agora sim, mésmo mésmo clique na música abaixo, que é papa-fina! não conhecia ainda - nome do meliante é Sonny Jones, uma boa supresa que veio numa coletânea corre, à boca pequena, o boato de que existe vida aí fora
chão de estrelas ©boczon, 2006 selaví | 21.9.06
18.9.06
é com gáudio que comunico a recente visita a este estabelecimento de um famoso arqueólogo de renomada instituição, com artigos publicados nos maiores e respeitados congressos antropológicos recentemente realizados por este mundão de meu deus afora não fosse o olhar atento e treinado deste profissional das ciências, nós jamais teríamos nos dado conta dos tesouros que um remanso do porão guardava, e que comprovam que aqui já houve, em tempos pretéritos, vida inteligente e capaz de pensar, manufaturar e se utilizar de utensílios para viver e que deixou guardado para a posteridade sinais gráficos ainda por serem decifrados mas que, com a certeza que o cabedal de conhecimentos do nobre cientista permite, certamente elucidarão as grandes perguntas da humanidade.
cá por mim, ficarei por um bom tempo ainda recluso na minha inguinorança | 10.9.06
óje Stachaiada féliz quiném pinto no lixo vizinho Kubica fazéndo bonhito mésmo mésmo na corida, nie dexô ninguém estrová e até estorô champanhe no fim nie imo contá muito co jajka na rabo da koguta, mais esse piá vai subí lá em cima otras veiz ainda, psiakrew
©boczon, 1991 - Irã Dudeque tocando W ZIELONYM GAJU na frente daqui da bodega, quando ela atendia ainda por "Bar e Mercearia Pinheiro" naquela época já discutíamos e especulávamos sobre quando a bandeira polonesa seria finalmente hasteada nos pódiuns da F1, talvez os historiadores, no futuro, questionem e/ou neguem isso, mas é minha palavra contra os anais do bairro do Portão. | 5.9.06
Não é sem pesar que fico sabendo hoje do passamento adiante do valoroso, intimorato, nunca assaz louvado e eternamente merecedor das mais inspiradas elegias General De Gol que, qual Rocinante de aço, foi valente frente aos caminhos, foi volante em nossos rumos, foi baluarte nas incertezas à destra e à sinistra, foi balanço suave ao trepidar e ao solavancar, foi potente nos aclives e seguro nos declives, foi transporte, montaria, abrigo, depositário de cangalha, provedor de música, enfim, auxílio perene em nossa empreitada nas Alterosas. As notícias que me chegam do Campo de Santana é que suas demandas por correções mecânicas tornaram-se por demais inescrutáveis para serem sanadas a contento e chegado foi o momento de sua partida, para que seu fado seja por fim cumprido. Fora as lembranças que guardo com donaire por entre lóbulos e neurônios, pouco me ficou do mais nobre entre os veículos automotores, ele tão somente aparece num retrato que fiz do agora enlutado amigo Irã Dudeque no exercício dos trabalhos fotográficos na Vila Rica de Ouro Preto, em frente à Casa da Ópera - instantâneo este que, por algum folguedo do destino estava, na cronologia dos feitos intermitentemente narrados neste weblog, justamente para ser postado como parte integrante do décimo e vindouro capítulo:
Também significativa presumo ser esta imagem logo abaixo, obtida quando em trânsito no retorno à Terra dos Pinheirais, no qual faríamos ainda um pernoite na capital bandeirante antes de rápida estada no Balneário de Praia Grande, onde Irã viria por saciar parte de seu banzo ao encontrar-se em júbilo de sentimentos amorosos com sua bela noiva Calissa (daí a aurifúlgida e reluzente aliança refletida no espelho) a qual seria nossa companhia na última etapa da jornada e a quem o fiel General De Gol, sempre tão solerte, também acomodou com presteza, denodo, honra e altivez até a última marcha embreada, até a última fagulha das velas, até a última explosão de hidrocarbonetos, até o último giro do motor, até o silenciar dos virabrequins, até o último desafivelar de cintos, até o último fechar de porta
Adeus, amigo! Oxalá, a inexorável oxidação tarde, o engripamento não lhe acometa e a reciclagem lhe seja suave! E, para solenizar o término deste necrológio, um cântico em sua derradeira homenagem | |