porão abaixo® |
|
"a minha terra dá banana e aipim, meu trabalho é achar quem descasque por mim" Noël Rosa
ARQUIVO MORTO
com tato, clic ici as imagens e textos que não tiverem fonte ou autoria citadas são de própria lavra roteiro sub rosa dudi la vie est belle lixo tipo especial navegando pelas letras almanaque ao cubo³ ao mirante, nelson! aqui tem coisa diário de bordo arquitetura thobias® fezoca's blurbs filosoclics h gasolim ultramarino museu de tudo o biscoito fino e a massa observador joana d'arc quando, onde e como sindrome de estocolmo xilo & cia frankamente... banana & etc plínio fuentes benett-o-matic depósito vetorial oieuoi caixinha compre por aqui e, sem pesar a mais em seu bolso, colabore na manutenção do porão |
29.8.06
Falando ainda em paternidade, detalhes de uma pintura do mestre e companheiro de incursões no roteiro gastro-etílico da urbe curitibense: Ronald Simon
Benzadeus que tive bem a quem puxar Atendendo a pedidos, algumas pinturas recentes do mestre Ronald, na íntegra:
pô, não é só porque devo um monte a ele, mas não tem como não puxar o saco: - ele usa umas cores que não passam nem perto das paletas ditas contemporâneas; - faz isso com o destemor de quem está pouco bunda rasgando pro que é in ou out - tem uma coerência e tanto na sua obra e trajetória; - parece estar sempre com um pé no Recife, apesar da distância e do tempo que saiu de lá; - os planos de cor, apesar de chapados, brincam com figura e fundo de uma maneira a fazer qualquer gestáltico se masturbar de alegria e - o quê dizer desses aquarelados que vez ou outra aparecem por detrás dos planos, a não ser que sejam geniais? | 10.8.06
digitalha - tiradentes ©boczon, 2006
digitalha - são joão del rey ©boczon, 2006
Wiliam Turner, The Fighting "Temeraire" tugged to her last berth to be broken up 1838; Oil on canvas, 91 x 122 cm; National Gallery, London como aprendi com o mestre Dudi: "em arte, quem diz não ter pai é filho da mãe"* *não recordo agora o nome do autor do aforisma. | 7.8.06
como ultimamente estou mais parado que poste e, me aproveitando de quem está produzindo, tomei a liberdade de emprestar da Simone Mendes uma fotografia e texto que dispensam maiores apresentações e rapapés, que ela editou no seu fotolog: Devaneios sobre o tempo, a luz, imagens gravadas na alma...
Ah, um soneto... / Álvaro de Campos Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar // e que a vai relembrando pouco a pouco // em casa a passear, a passear ... // No movimento (eu mesmo me desloco nesta cadeira, só de o imaginar) o mar abandonado fica em foco nos músculos cansados de parar. // Há saudades nas pernas e nos braços. Há saudades no cérebro por fora. Há grandes raivas feitas de cansaços. Mas - esta é boa! - era do coração que eu falava... e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação? ... A Simone é gravadora paulista, pratica kung-fu e toca violoncelo, nos conhecemos através do Grupo Gravura e já trocamos algumas gravuras e fotografias:
Gosto muito do traço do desenho e das gravura em metal dela - um trabalho de observação, quer sejam paisagens urbanas ou detalhes do atelier, que passam do caderno para a matriz e então, tanto o observado quanto nós, espectadores, ganhamos em sensibilidade e demais sentidos. Por Tutatis que, a menos que o céu caia por sobre nossas cabeças, breve iremos fazer um trabalho baseado nas minhas fotografias do Barroco Mineiro, para exposição e, quiçá, publicação Quem vir ver, verá! | 1.8.06
quão insondáveis são os caminhos das premonições:
©robert crumb, 1971 - Whiteman meets Big Foot no início da década de 1970, Crumb já previa a utilização de ferramentas de pesquisa na internet para nos situarmos na galáxia. o quê para alguns na época soava como um grunhido do elo perdido, na verdade era a constatação de que antigas e avançadas (ainda que possa parecer um paradoxo) civilizações já haviam ensinado a nossos antepassados da cadeia evolutiva como se orientar na infovia - e isso nas montanhas do Kentucky, terra de Bacamarte e Chumbinho. é óbvio que em vaticínios não podemos exigir a correição ortográfica por parte do profeta, ainda mais quando as portas da percepção visionária são arrombadas com a utilização de ácido existe ainda uma teoria conspiratória que afirma ser a grafia incorreta resultado da pressão da CIA sobre o autor, para que a humanidade não tivesse acesso à tecnologia, que deveria ser utilizada apenas para fins militares - tanto que tentaram confiná-lo em Roswell, no hangar 51. seguindo a sua sina de ser um ser totalmente à frente de seu tempo, em 1974 gravou um curioso álbum com sua R. Crumb And His Cheap Suit Serenaders, de cujo rol de faixas selecionamos esta primorosa página musical: | |