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25.6.06

- CAPÍTULO NONO -
onde tentar-se-á a retomada da narração dos feitos durante o périplo pelas Alterosas, interrompida face forças contrárias advindas não se sabe de onde

Coincidentemente a este lapso de postagem, ocorreu realmente um hiato quando de nossa chegada à Vila Rica de Ouro Preto, correspondente a algumas horas do domingo e subsequente segunda-feira, período este em que folgamos a conhecer o terreno, as estalagens e tentar estabelecer contatos com os habitantes locais, mormente as moças e senhoiras casadouras.

Um obstáculo que mui nos afligiu nesta vila foi o fato de que em nenhum templo sagrado era permitido fotografar seu interior, o quê me deixou deveras aborrecido, posto que conheço muito bem o quanto me é difícil registrar apenas na memória o meramente visto ou ouvido.

Após passarmos boa parte do dia de domingo no interior da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Antonio Dias, onde repousam os restos mortais do sempre lembrado e citado Antonio Francisco Lisboa e na bela e barroquíssima Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar; dispusemos nossos esqueletos cansados em uma bodega bastente bem frequentada, dispostos a refrescar garganta, cérebros e vista por meio de tão aprazível companhia de gelada cerveja e expoentes do belo e frágil sexo.

Nesta estalagem viemos a conhecer um verdadeiro filho de tão abençoada terra, que atende pelo nome de Vitor e que, além de guia na citada Matriz do Pilar, também é sineiro nesta mesma igreja. Após sorvermos alguns vários mililitros de fermentado, contou-nos ele histórias, chistes e anedotas sobre a vida e os costumes mineiros, entre os quais me interessou sobremaneira os toques e dobrados dos sinos, como aqueles com que fomos acordados e que tinham um quê de verdadeira composição musical para chamar os fiéis aos santos ofícios e que durou algo em torno de vinte minutos, mas que disse ele tratar-se de real improviso. Após já termos posto quantidade razoável de álcool na corrente sanguínea, nos despedimos, ao quê ele nos convidou a conhecer in loco os sinos do Pilar, quando ocasião se apresentasse. Disse ele, então, que iria dirigir-se à Pensão dos Viajantes para pernoitar, já que pelo adiantado da hora e do estado de equilíbrio e raciocínio em que se encontrava, muito provavelmente iria tomar uma surra de sua esposa se assim chegasse em casa. Após reiterarmos nossos votos de boa sorte, também tomamos rumo - ainda que oscilante, levemente trôpego e de conversas embaçadas.

Na manhã do dia seguinte, que correspondia ao décimo sexto do mês de janeiro do ano de dois mil e seis, subimos a ladeira do Vira-saias para chegarmos à Igreja de Santa Efigênia, onde fizemos registramos algumas imagens:

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e, de certa altura dessa ladeira, vislumbra-se nosso outro objetivo a, já citada acima, Igreja de Nossa Senhora da Conceição

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onde, próximo à entrada de seu adro, o profano parece buscar perdão em troca de água

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20.6.06

bem sei que isto aqui ultimamente está parecendo um fotolog, mas como a maré tem sido propícia a estes pequenos registros cotidianos, não posso me furtar, ainda mais porque "camarão que dorme, a onda leva"




então seguem flagrantes do acampamento anual da Paraphuzo Çaravah, mormente conhecido como "Tainhada no Grajau", transcorrido no fim de semanda próximo passado:

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Colheita de ingredientes na piscina - ao fundo, além do coqueiro e do Grande Mar Oceano, as costas d'África

Passados alguns momentos, o preparo do petã:

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Pai Pakho pitando petã:

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Çerso Cohab em busca do elo perdido:

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Um caiçara polaco achando que, para as potestades da Mata Atlântica darem o ar da graça, ficaria melhor se enrolado num paiêro:

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Gersuruba e Viliamor cuidando pro gato não surrupiar o peixe:

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the special guests, with a little taste of merchandising:

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e, finalmente, Brasil, sil, sil

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cabe ainda a nota de que todos os tios Sukita sobreviveram à efeméride que, como agora é tradição, contou com a ausência de um de seus genitores:

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Ovelha Zarur picando fumo na Pousada do Juca (antiga sede mundial do convescote), lá pêlos idos de 2000



âpideite:

1 - antes que alguém pense sermos um bando de velhotes malacos, o petã é um combinado de matos que o Pai Pakho aprendeu a preparar com nativos do litoral paranaense - ele jura de pés juntos que são todos lícitos, utilizados em rituais - fiz uma pesquisa rasteira e descobri que em guarani petÿ significa tabaco e pita é fumar;

2 - já para quem gosta de teorias conspiratórias, em tupi-guarani Anhangá-pytã é "diabo vermelho" (quem não lembra do Anhangüera - diabo velho - das aulas de história?);

3 - o quê está sendo preparado na última imagem é um paiêro legítimo, com fumo de corda e umas pitadas de caiapiá - outro desses matos que só os matutos conhecem.



e já que o assunto degringolou para estas bandas de meus antepassados, segue a tradução de uma música muito em voga nestes tempos de copa:

NHEENGARIÇAUÁ RETAMAUÁRA

versão em Tupi do Hino Nacional Brasileiro, por Faris A.S. Michaelle

Cembyua Ypiranga çuí, pitúua,
Ocendu kirimbáua çacemoçú
Coaracy picirungára, cedyua,
Retama yuakaupé, berabuçu.

Cepy quá iaueçáua çuí ramé,
Itayiuá irumo, iraporepy,
Mumutara çáua, ne pyá upé.
I manoçáua iané cepy.

Iaçaiçú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê!

Brasil, ker pi upé, coaracyáua,
Çaiçú í çaarúçáua çui ouié,
Marecê, ne yuakaupé, poranga.
Ocenipuca Curuça iepé!

Turuçú reikô, ara rupí, teen,
Ndê poranga i santáua, ticikyié
Ndê cury quá mbaé-uçú omeen.

Yuy moetéua
Ndê remundú
Reikô Brasil,
Ndê ixaiçú!
Mira quá yuy çuindê cy catú,
Ndê ixaiçú,
Brasil!

Ienotyua catú pupé reikô,
Memê paráteapú, quá ara upé
Ndê recendy, potyr América çuí.
I Coaracy omucendy iané!

Inti orekó purangáua pyré,
Ndê nhu soryçára omeen potyra pyré,
"Cicué pyré oreko iané caauçú".
Iané cicué, ndê pyá upé, çaiçú pyré.

Iaçaiçú ndê,
Oh moetéua
Auê, Auê!

Brasil, ndê pana iacy-tatá-uára
Toikó rangáua quá çaiçu retê.
I quá-pana iakyra-tauá tonhee
Cuire catuama, ierobiára kuecê.

Çupí tacape repuama remé
Ne mira apgáua omaramunhã,
Iamoetê ndê, inti iacekyé.

Yuy moetéua
Ndê remundú
Reik ô Brasil,
Ndê ixaiçu!
Mira quá yuy çuindê cy catú,
Ndê ixaiçú,
Brasil!




como diria o Sidney Magal, "cantem comigo"

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13.6.06

Agora com nome, sobrenome e direito a palíndromo

ocorra barroco




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digitalha
©boczon, 2006

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12.6.06

é hoje, véspera de amanhã




moto-perpétuo - VIII-IX.2001


vai, tolo,
faz jus à fama,
cai de cabeça nessa tua quimera,
dá, Fausto, tudo por um idílio,
devotas tua alma insana,
inocente do quê o espera

sê fiel a teu credo
de que há amor infindo,
bem que nunca acabe...
...a mão e a luva...
...a corda e a caçamba...
...unha e carne...

cego,
dá-se por completo,
ignoras o dolo
de quem prezas ao extremo
e atolas no lodo
suave, fragrante e pleno,
dos coitados

ah!, tolo...

exposto à prova
do sexto mandamento,
te entregas ao instinto
e recebes em troca
o "precisamos dar um tempo"
o "te gosto como amigo"

em desespero aflito,
te vês num pesadelo
pensas em formicida, trem, gilete, corda, tiro
te afogas em redentora carraspana,
e entre os teus encontras consolo

és o filho bastardo
imolado pelo destino
numa novela mexicana

e terminas teu folhetim
com fama de mal-educado,
um polaco da nhanha
ignorante e chinfrim,

tolo,
teu remédio é ouvir,
num disco riscado,
um tango argentino





e também hoje, recebo a primeira (espero que de muitas) imagem da Bertha:



para a petite, a música é outra:





selaví

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5.6.06

descobri, na caixa de comentários da minha fada madrinha Meg , a explicação para o marasmo que tanto bordeja por aqui:

não passa de um "blogueio"

como diz o vulgo, vulgarmente conhecido popularmente como povo: "quem fica parado é poste"

entonces, post-it


ps: não sei se tá funfando para todos, mas surrupiei a idéia do castpod lá do Subrosa, como não manjo dessas coisas de HTML, foi na base do copy&past

e já que brinquedinho novo a gente usa até quebrar ou encher o saco, uma amostra do quê fazíamos em 1996:




Paraphuzo Çaravah, a viúva Porcina do roquenrôu em seus estertores:

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as fotografias foram feitas pela Ana Paula - saíram tremidas e sem foco, segundo ela, face à emoção do momento


bença, madrinha!

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