porão abaixo® |
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"a condição dos homens é como o mar, a ele dão-se diferentes nomes mas, ao fim e ao cabo, é tudo água salgada" goethe
ARQUIVO MORTO
com tato, clic ici as imagens e textos que não tiverem fonte ou autoria citadas são de própria lavra neighbourhood sub rosa dudi la vie est belle lixo tipo especial stuck in sac almanaque ao cubo³ ao mirante, nelson! cave canem aqui tem coisa diário de bordo arquitetura thobias® fezoca's blurbs filosoclics h gasolim ultramarino museu de tudo o biscoito fino e a massa observador joana d'arc quando, onde e como sindrome de estocolmo imagens... gravuras... palavras... frankamente... banana & etc plínio fuentes benett-o-matic depósito vetorial oieuoi |
24.2.06
pequeno aperitivo (ou confete) do quê vem se armando por aqui:
firulas digitaes das geraes* São Francisco da Ordem Terceira - São João del Rei ©boczon, 2006 *(ainda estou em busca de título que ilustre a quizumba) update de carnaval: redescubro, já que fazia quase uma década que não ouvia o disco, uma música que fica cabeça-a-cabeça com "Chovendo na roseira" do Tom, quando faz-se necessário driblar o banzo: Us and them, do Pink Floyd confete é mesmo um pedacinho colorido de saudade clique aqui para comentar: 22.2.06
- CAPÍTULO SÉTIMO - que trata do início dos trabalhos no décimo terceiro dia do mês de janeiro, data esta que mui boas recordações me trazem por tratar-se de efeméride digna de nota em minha parca existência Dando-nos o direito de folgar um pouco, começamos o trabalho já quando a manhã ia adiantada; fazendo breve e proveitosa parada no cemitério da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, que com seu átrio e jazigos cobertos causou-me bastante espécie, além da lápide de artista local e pouco modesto que, com um baixo-relevo em pedra sabão de gosto duvidoso auto-promovia-se "post-mortem" alegando que "daqui a 200 anos as pessoas irão orar com a arte de..."
Feitas as imagens, tomamos o caminho da Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, mas pouco nos foi permitido fazer posto que, quando já nos havíamos preparado e começado a labuta, informados fomos por funcionário que o local ficaria fechado durante o período de almoço.
Findo o qual, retornamos para concluir o, digamos, levantamento de seus retábulos, púlpitos, cimalhas, teto, altares e detalhes diversos que, tanto se ocultam a muitos quanto se revelam a poucos.
Pelo fato da luz natural ser deveras pouco generosa em seu interior, a captação e registro de tudo quanto se via ficaram bastante prejudicados, houvemos, então, que ter cuidado extremo e muito zelo nos ajustes que possibilitassem um resultado minimamente satisfatório. Porém, qual é nossa função neste globo terrestre e nesta vida terrena que não seja a de revelar o obnubilado, discernir o obtuso do brando, tornar reto o torto e curvo o oblongo e tudo isto ao vice e à versa? Animados com tais premissas e sabedores da responsabilidade à qual nos ligamos desde já alguns anos passados, partimos para o embate:
Terminada esta etapa, embreamos marcha rumo a Congonhas, onde chegaríamos a tempo de fazer ainda registros vários e belos dos mui afamados profetas e que aqui serão mostrados em próximo capítulo. clique aqui para comentar: 17.2.06
- CAPÍTULO SEXTO - do retorno à Vila de São João Del Rei, de como foi fotografada e de como participamos, ainda que de soslaio, de um evento social na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco Quando o astro-rei ultrapassou seu zênite e nossas sombras começavam a encaminhar-se para o nascente, retornamos a São João Del Rei, no intuito de fotografar o quê ainda restava e, para tanto, após acordarmos com outra gentil e hospitaleira dona de estalagem os assuntos referentes a pouso e alimentação, rumamos para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco que tem, como tantas outras construções e obras de arte, o risco de sua fachada atribuída a Antonio Francisco Lisboa, alcunhado pelos reformados anglo-saxões de "Little Cripple". Face a tanta cizânia gerada em torno dessas atribuições, tomei como sendo de bom senso a iniciativa de parar de me preocupar com autorias que não fossem suficientemente comprovadas, principalmente para evitar a possibilidade de falar ou propagar besteiras sobre assunto tão controverso. A certa altura da viagem, tantas lendas e parlatórios sobre isso me deixaram a sensação de que logo alguém diria estar o dito Aleijadinho hoje junto ao Rei do Rock, tendo ambos passado uma rasteira na Inexorável. Uma dessas anedotas geradas na transmissão oral da história diz respeito à forma dos tetos de algumas naves, que o vulgo afirma ser a representação da barca de São Pedro. Bom, como o escopo de Irã Dudeque é pôr por terra os paradigmas mais diversos, disse-me ele que o fato é que, para resolver o problema estrutural de vencer vãos sem apoio de pilares, os portugueses utilizavam-se da tecnologia da qual mais tinham conhecimento, ou seja, a construção de embarcações. Para tanto, a estrutura da cobertura acabava por tomar a forma de um barco emborcado. Disso a afirmar ser uma representação, só podemos deixar por conta da cultura popular que tanto respeitamos, mas a qual não podemos levar como tendo estofo de verdade. Sobre esse pitoresco assunto, discorrerei mais adiante, em outros capítulos e da forma que a memória mo permitir. Tão logo adentramos o adro da igreja, percebemos haver movimentação em um anexo a ela, e tal devia-se ao afluxo de cidadãos à câmara ardente onde era velado o corpo de ilustre representante da sociedade local. Como nos foi dito que a encomendação do corpo seria feita no interior da igreja, tivemos que nos apressar no trabalho de prospecção e registro. Com a integral do Messiah de Haendel devidamente posta e já ressoando meus estribos, martelos, bigornas e tímpanos, comecei a clicaria.
Ao termos por terminado o trabalho no interior, rumamos para o adro, onde pude deleitar-me com as possibilidades que as talhas em pedra sabão permitem e que tão bem foram feitas pelos mestres canteiros do passado e, regozijando por entre volutas, anjos, rocalhas, elipses e sinuosidades capturar inúmeras imagens, das quais, algumas seguem abaixo:
Enquanto finalizava as atividades, os sinos da igreja começaram a dobrar finados, conclamando os fiéis para a cerimônia que teria lugar na mesma. Foi a primeira ocasião em que pudemos presenciar o barroco sendo "utilizado" para a finalidade à qual foi construído, ou seja, para propagar a fé católica dentro de preceitos trentistas, contribuindo assim para a Contra-reforma. Tendo sido criado e educado em ambiente bastante religioso, não pude deixar de sentir o peso com que a estética e a história, aliados a uma aglomeração de pessoas rezando pela alma de um defunto chegam a nos fazer marcas nesse ambiente rodeado por santos, puttos e querubins, altares, púlpitos e doutrinas. Claro que tudo isto foi visto e registrado com um olhar esteta e, por quê não?, de turista; mas, nesse momento, não havia como evitar de ter meus pensamentos voltados a todo um passado que não pode ser deixado à margem. E este contato com celebrações fúnebres em ambientes barrocos não seria o único nesta jornada. clique aqui para comentar: 15.2.06
errata e apologias a respeito de um equívoco beirando a sandice Talvez acometido pela ansiedade de mostrar e comentar os feitos futuros na narrativa porém pretéritos na data, cometi um erro que só agora, quiçá graças a alguma musa, percebo e corrijo. Após a nossa saída de Tiradentes, retornamos a São João Del Rei, e não viajamos até Congonhas, como havia descrito. Esta volta ao berço da família Neves era necessária pois restava fotografar ainda duas igrejas, e este episódio será devidamente postado em momento oportuno. Rogo então, a quem por aqui passe, a mercê de aceitar minhas apologias por este ato falho e clamo para que engenho e arte não me faltem para continuar e dar cabo da narrativa desta aventura. clique aqui para comentar: 14.2.06
- CAPÍTULO QUINTO - do bom augúrio que este quinto capítulo irá proporcionar, por iniciar a narrativa dos feitos ocorridos na quinta-feira, décimo segundo dia do mês de janeiro do ano de dois mil e seis e segundo da empreita à qual nos dispusemos O início deste dia não teria como ser melhor, posto que a carraspana da noite anterior não deixou mácula alguma daquelas que acompanham tais aventuras, mormente o zoar nos ouvidos, a mareação em terra firme, o gosto de cabo de guarda-chuva na boca e quejandos. Após desjejum mui bem servido e variado, fomos agraciados pelo estalajadeiro que nos hospedava por uma carta de orientação que nos viria a ser de extrema utilidade para a jornada que teria lugar tão logo terminássemos nossa tarefa na cidade de Tiradentes. Tarefa esta que começou na Igreja de São João Evangelista, cujo interior de extrema singeleza não proporcionou, a uma primeira vista, tantas possibilidades de registro como gostaria, primeira impressão esta que uma garimpagem cuidadosa e sondagem zelosa logo dissiparam.
Bastante curioso este Atlante anão, com vestes que me pareceram medievas, a ajudar na sustentação do altar lateral ao altar mor
Tão logo teve fim esta parada, rumamos a uma formosa fonte datada do século XVIII (mais precisamente, de um mil, setecentos e quarenta e nove) a qual, desde então, tem amainado a sede de cristãos, gentios, escravos e bestas de carga com sua água cristalina e cheia de frescor nesta bela cidade.
Para finalizar o registro de nossa estadia, cumpriu-se fotografar a chave da porta do cômodo que nos serviu de abrigo e repouso, sem antes mencionar que, ao inquirir a responsável pelo estabelecimento sobre o tamanho de tal utensílio, que girava algo em torno de quatro polegadas ou mais, nos foi dito por ela que leváramos sorte, pois tratava-se da menor chave que havia, sendo as demais de tal porte e peso que era com sofreguidão que os outros hóspedes caminhavam pelas ladeiras e ruas em seus périplos turísticos, posto que a regra da casa era levar consigo as chaves durante a ausência.
Feita a entrega da dita chave e realizados os acordos referentes à paga por nossa estadia, reunimos toda a tralha, apomos a cangalha no General De Gol e fomos em busca de repasto e da já mencionada compota de limão, após os quais tomamos a Estrada Real em direção a Congonhas, onde o supracitado augúrio irá tomar a forma de realidade, face as inúmeras e belas imagens que a fortuna nos reservava e que lá iríamos ter o prazer de fazer, e que serão aqui mostradas em momento oportuno, o qual, espero, seja em breve. clique aqui para comentar: 10.2.06
- CAPÍTULO QUARTO - de como, por algum sortilégio, este capítulo que seria o quinto veio a tornar-se o quarto, da maneira como isto não causou comprometimento algum à narrativa, tampouco fez-se notar pelos leitores e como deu-se o desfecho do primeiro dia Na tarde deste primeiro venturoso dia, e após os feitos narrados em anterior capítulo, o General De Gol prestimosamente se pôs na via pavimentada que dá acesso à cidade de São João del Rei - dista esta de Tiradentes lépidos quatorze quilômetros - para uma primeira incursão a esta localidade para devidos registros iniciais e sondagem do entorno, os quais tomaram tento na Igreja da Ordem Terceira do Carmo e que já foram tornados às vistas dos que por aqui aportam em postagem anterior e substanciosamente comentados por meio da caixa correspondente. Terminados os trabalhos nesta igreja, e já ao entardecer de tão profícuo dia, tomamos rumo à famosíssima e nunca suficientemente descrita e admirada Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no intento de fotografar seu aspecto exterior e respectiva praça com palmeiras imperiais aproveitando-nos da luz vespertina e noturna. Porém, boa parte desta nobre intenção foi minada pela presença sedutora duma estalagem donde emanou a tentação de refrescar corpo e mente por meio de conceituada e popular espécie de bebida fermentada. Frente a isso, confesso que perdi a luz do poente mas, após uns tantos centilitros ingeridos e devidamente metabolizados, armei tripé; postei lentes, diafragmas e obturadores; aferi fotômetro; perscrutei composições, luzes, sombras e texturas e, finalmente, pressionei o botão que permite gravar tudo que a luz reflita, perfazendo o registro de alguns detalhes de tão belamente arquitetada construção.
a luz que se vê à esquerda é do plenilúnio, período lunar este que nos acompanhou por alguns dias de viagem.
Findos os clicares, tomamos assento frente à história e mais alguns vasilhames do amarelo, espumante, gélido e inebriante líquido para concluirmos as atividades referentes a este primeiro dia, trocando alguns cordiais insultos e, aproveitando a distância, falarmos de outrem, das façanhas do ludopédio e do belo sexo, hábito este culturalmente arraigado e, sempre que possível, exercitado.
clique aqui para comentar: 9.2.06
um contraponto, sem fuga como, por um bom tempo, a tônica com limão aqui será imagens de igrejas barrocas sobre igrejas barrocas; um breve hiato com cenas de outro templo, este "contemporâneo" e em reformas:
clique aqui para comentar: 6.2.06
pequeno apócrifo baseado em fatos da vida real, a guisa de anedota Nesta data de hoje, e a instantes desta hora, alguém chegou cá por estas plagas através do Google ao pesquisar nesta nobre, correta e sensata página de buscas sobre nudez cascavel. Apesar da felicidade bater às nossas portas e sorrirmos de orelha a orelha cada vez que este blog é visitado, não pudemos deixar de sentir uma certa tristeza pelo fato de que, quase certamente, o conterrâneo que por aqui chegou deve ter visto ser frustrada sua busca por prazer carnal. Também ficamos um tanto aborrecidos pela falta de um comentário da parte dele, sobre suas impressões ao aqui chegar e também nos informando se, de alguma forma, pudemos ajudá-lo em suas inquirições. clique aqui para comentar: 2.2.06
- CAPÍTULO TERCEIRO - da primeira vez em que imagens puderam ser captadas no interior de igrejas, de como tal alvissareira possibilidade ocorreu e breve relato de um encontro pitoresco Ainda no mesmo dia onze de janeiro do ano da graça de dois mil e seis, após almoço em que tive primeiro contato com a mui propagada culinária mineira e do qual constou, segundo a memória me permite lembrar: tutu de feijão, lombo de porco assado na chapa, galinha com quiabo, farofa de beiju e, como sobremesa, compota de limão (algo que nunca havia provado e que causou um espoucar de sabores em minha boca, que oscilavam entre o amaro do ácido e o sublimamente doce do açúcar); fomos rumo à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na qual, benzadeus, foi-nos permitido fotografar seu interior. Com novo repertório aposto no engenho reprodutor de discos - desta vez uma coletânea com Corelli, Bach, Purcell, Telemann,Haendel e Vivaldi - e o benfazejo botão "play" devidamente pressionado, foi o momento de armar o já referido instrumento trípode, acoplar a ele a câmara mágica que aprisiona raios luminosos, fazer as devidas regulagens e buscar captar o clima e os detalhes da decoração, dos quais posto aqui alguns exemplos:
Esta singela igreja não possui iluminação muito cuidada e também está com suas pinturas e talhas em situação de um restauro eminente e necessário para a conservação de seu patrimônio; porém tudo isto acaba concorrendo para que o clima em seu interior seja bastante natural, ou como diz o vulgo: "a gente se sente em casa". Tão em casa que, ao chegar bastante próximo ao altar-mor e respectiva mesa, deparei-me com um cão dormindo em baixo da mesma; tão em casa estava o canídeo que pouco se deu a qualquer trabalho de reparar a minha presença. Fiz as fotografias e tive que contornar a mesa do altar para não atrapalhá-lo em seu repouso e, enquanto fotografava o outro lado, ele se acorda e ficou em pé, ou sobre as patas se preferirem, ao meu lado, aguardando pacientemente que eu terminasse o trabalho, após o quê, ele saiu da igreja com uma naturalidade de causar espanto, no ritmo que na colônia de imigrantes da qual minha ascendência saiu é conhecido como "pôco bunda rasgando"
um detalhe que se repetirá em várias outras igrejas é o fato de o assoalho ser feito em tábuas corridas, sob as quais eram enterrados os mortos. Segundo critérios hierárquicos ou de espólio, tais campas eram numeradas através de entalhe na madeira, começando a partir do altar. E a mim também chamou muito a atenção estas balaustradas que delimitavam os acessos a certos espaços dos templos. clique aqui para comentar: |