porão abaixo® |
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"a condição dos homens é como o mar, a ele dão-se diferentes nomes mas, ao fim e ao cabo, é tudo água salgada" goethe
ARQUIVO MORTO
com tato, clic ici as imagens que não tiverem fonte ou autoria citadas são da lavra ©boczon roteiro de visitas sub rosa dudi la vie est belle lixo tipo especial navegando pelas letras almanaque ao cubo³ ao mirante, nelson! aqui tem coisa diário de bordo arquitetura thobias® fezoca's blurbs filosoclics h gasolim ultramarino museu de tudo o biscoito fino e a massa observador joana d'arc quando, onde e como sindrome de estocolmo xilo & cia frankamente... banana & etc plínio fuentes benett-o-matic depósito vetorial oieuoi |
28.12.05
tentando fechar a conta do ano, tem umas elocubrações geométricas sobre a montagem dos estênceis do Olho na exposição Gravados, no Palacete dos Leões, Curitiba.
taí o gajo, enquanto levantava os painéis do trabalho
uns cortes e rotações na leitura
para esta montagem, ele utilizou um estêncil que já havia sido aplicado em algumas ruas da cidade o melhor de tudo foi que, durante uma visita guiada à exposição que fizemos com o Benedito Costa Neto, a obra e o conceito por trás dela suscitou uma discussão interessante sobre intervenções urbanas e stickers, sobre a falta de registro e o anonimato que envolve estas expressões, e esta conversa será retomada no próximo ano na Oficina de Gravura oxalá, dê pano pra manga e para não perder o hábito, umas firulas feitas com as imagens acima:
não fosse o "risco formalizante", até que este tipo de grafismo concretista me atrai, afinal não dá para renegar minha formação estética original, da qual, benzadeus, consegui me livrar em grande parte clique aqui para comentar: 26.12.05
fim de ano geralmente bate um banzo, e hoje me obrigo a uma reprise dum post do ano passado quando, a cada notícia nova que cruzava o grande mar oceano, o chão me parecia fugir dos mares, o melhor - para a menina brincando na praia e confusa com o noticiário o mar é belo rico em vida, cores e proteínas além de aquático, ele é gramático porque rende muitas proparoxítonas Báltico, Atlântico, Pacífico e Ártico Adriático ou Índico Cáspio, da Galiléia ou da Arábia um golfo do México, o outro Pérsico e mais um mar, Mediterrâneo pode ser mar aberto como oceano ou mar interno como o de Aral comum a todos, areia, a onda e o sal tem uns com nome sério, que ficarão sem rima: da Noruega, de Okhotsk, do Japão, de Barents, de Bering, de Wedell, de Beaufort, mar de Azov - que parece nome de remédio - e tem o Mar do Sul da China um do Norte, danado de gelado um Morto, hipertenso de salgado uma velhinha Baía de Bengala e mais um golfo, de Biscaia, deságua no Canal da Mancha (que não sei se tem a ver com o Quixote e Sancho Pança)
acho que mar vem de mère, e, se hoje ele é masculino em nossa língua, como o samba é branco na poesia, foi um jeito patriarcal e maniqueísta, de separá-lo da outra mãe - a Terra - que, ele pensa, o limita até na Lua, seca de dar dó, cientistas e poetas vêem o mar, mesmo que seja de pó: Mar das Chuvas, do Frio, da Serenidade, das Crises, das Tempestades, dos Vapores, da Tranqüilidade (onde Neil Armstrong pôs o primeiro pé) da Fecundidade, do Néctar, das Nuvens, dos Humores ah! e a Lua tem muito a ver com a maré mas essa história não sei bem como é às vezes, o mar é bravio afoga a gente, afunda o navio mas nem é tanto culpa dele, ou maldade de algum deus, leviatã ou dos atlantes, e sim, resultado do vento e da gravidade da energia potencial e cinética do atrito, do empuxo e da inércia que também provocam a tsunami, uma ressaca das grandes ao final das contas, corais e alguma espuma, o mar é belo tem um Negro, um Branco, um Vermelho e um Amarelo mas a cor que ele tem mesmo seja verde ou azul, engraçado... ...não é nome de nenhum!
Sudário monotipia sobre madeira, 80x110cm, 2002 clique aqui para comentar: 20.12.05
15.12.05
pequeno ensaio à guisa de intróito para a ciclópica aventura barroca em busca da retificação de elipses, da planificação de espirais e do minimalismo gongórico, que ora se aproxima
firulas digitais sobre imagens dos parapeitos do Palacete dos Leões, Curitiba clique aqui para comentar: 13.12.05
para não perder o fio da meada, alguns dos 35 carimbos que colecionei na festa:
Raquel Bloomfield, filha adolescente da Tânia, num clima gótico
Weng, um cara gente boa que não conhecia e espero ver mais de seu trabalho
Adriane Pasa, e suas sacadas gráfico-conceituais
Angelo, filho da Dulce e do Ricardo, piá gente fina e que desenha muito bem
Paulo Cougo e seus pinhões, ainda vou filar uma carona no seu Landau
Eva, que sinceramente não lembro quem é, mas cujo carimbo é o quê há clique aqui para comentar: 7.12.05
a correria anda à solta por aqui, então, para não deixar passar batida, algumas imagens da festa do carimbo de ontem, na Oficina de Gravura da UFPR:
a Marina rodopiando e os pés do Fran
o dedão do Fabrício segurando uma página do caderno oficial da festa
Rosana e Fabrício - no canto superior esquerdo do caderno, meu carimbo ready-made: utilizei uma conexão de borracha que, por ser flexível, não permitia reproduções idênticas e que, moléstia à parte, ficou supimpa
a Marina e seu carimbo (ela é uma gravadora nata, pois quando foi assinar, o fez como se o cartão fosse uma matriz)
e o Fran e seu carimbo
tentei fazer outras fotos da festa, mas não sei se passei do grau ou faltou octanagem, quase tudo saiu tremido e com velocidade baixa, a minha própria cara assim que puder, posto aqui algumas das carimbadas que recebi. that's all folks! clique aqui para comentar: 5.12.05
falei tanto da luz entrando na sala da exposição que estava deixando de lado um dado no mínimo curioso: aqueles que acompanham as exposições das quais participo já sabem que invariavelmente chove no dia da abertura, e geralmente numa quantidade superior ao nível pluviométrico médio nesta não foi diferente - caiu o maior toró, com direito a granizo do tamanho de bola de pingue-pongue e falta de luz, que perdurou das 20h até à hora que fui embora, lá por 21h30 - e resumindo a ópera, teve gente que chegou lá e foi embora sem ver nada... ...de registro do fato, algumas fotos que tirei no breu que se apossou do ambiente:
as gravuras da Sandra Natter, sob a luz de uma lanterna que apareceu por lá
uma gravura do André de Miranda, sob a luz do celular do mestre Ronald Simon
a sombra dum parapeito, projetada pela luz de um automóvel no estacionamento, sobre o painel onde estavam as gravuras da Fátima Vera ...como diz o vulgo: ninguém merece
já se utilizando do flash e contando com a sorte, a Clarice conseguiu enquadrar este que vos digita e outros luminares das artes plásticas contemporâneas dos dias de hoje, que foram prestigiar o evento: C.L.Salvaro; Otavio Roesner cuja camisa molhada comprova a inundação e Tony Camargo mas nem tudo foi perdido, para compensar o non-sense do ocorrido, consegui reunir alguns amigos e fomos iluminar as idéias numa cachaçaria, no melhor espírito mezzo"chove lá fora e pinga aqui dentro" mezzo "molhado por fora e encharcado por dentro" ps: grato ao Daniel que me lembrou do Otavio clique aqui para comentar: |