porão abaixo® |
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"a condição dos homens é como o mar, a ele dão-se diferentes nomes mas, ao fim e ao cabo, é tudo água salgada" goethe
ARQUIVO MORTO
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28.11.05
ainda a luz filtrada pelo vitral, entrando na sala onde estão meus trabalhos
fui fotografar um lustre e apareceu um ilustre
e os trocadilhos vão de mal a pior a moldura da porta tentando um diálogo com a plotagem
vista noturna do exterior da janela da sala que ocupo e que tem o tal vitral, cuja luz, à tarde, vai invadindo o ambiente
a sombra que se vê nos vidros das folhas é do painel onde estão pendurados os trabalhos, já no vitral, a sombra é do dossel um update necessário sobre as maravilhas internéticas: dando uma bordejada pelo site meter, descubro que alguém de São Paulo chegou até aqui pesquisando no Google sobre "não se come frango com as mãos" desnecessário dizer que fiquei curiosíssimo em como o site de busca me colocou nesse rol, logo eu, que não sou um primor de boas maneiras à mesa... ...daí, fazendo a mesma pesquisa, descubro que foi por causa de uma máxima do Barão, no post abaixo aproveitando, e não querendo ensinar padre a rezar pai-nosso, uma dica sobre as inquirições ao Google e similares: quando for fazer alguma pesquisa com frases ou nomes, coloque-os entre aspas, que o site só faz a filtragem com situações exatamente iguais na pesquisa sem as tais aspas, o site encontrou a seguinte referência: "Quando pobre come frango, um dos dois está doente. ... não sei se vou fazer mais alguma coisa, talvez acertar algo aqui e acolá... ..." meu reino por um comentário desta pessoa, para saber se os préstimos cá do Porão serviram à sua pesquisa clique aqui para comentar: 18.11.05
além dos aviões de carreira
há algo mais no ar e já que o Apparício deu as caras, mais algumas máximas dele: De onde menos se espera, daí é que não sai nada. Mais vale um galo no terreiro do que dois na testa. Quem empresta, adeus... Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo. Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos. Quando pobre come frango, um dos dois está doente. Genro é um homem casado com uma mulher cuja mãe se mete em tudo. Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga. Neurastenia é doença de gente rica. Pobre neurastênico é malcriado. O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim , afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato. Os juros são o perfume do capital. Urçamento é uma conta que se faz para saveire como debemos aplicaire o dinheiro que já gastamos. Negociata é todo bom negócio para o qual não fomos convidados. O banco é uma instituição que empresta dinheiro à gente se a gente apresentar provas suficientes de que não precisa de dinheiro. A gramática é o inspetor de veículos dos pronomes. Cobra é um animal careca com ondulação permanente. Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. Sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância. Há seguramente um prazer em ser louco que só os loucos conhecem. É mais fácil sustentar dez filhos que um vício. A esperança é o pão sem manteiga dos desgraçados. Adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai. O advogado, segundo Brougham, é um cavalheiro que põe os nossos bens a salvo dos nossos inimigos e os guarda para si. Senso de humor é o sentimento que faz você rir daquilo que o deixaria louco de raiva se acontecesse com você. Mulher moderna calça as botas e bota as calças. A televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana. Este mundo é redondo, mas está ficando muito chato. Pão, quanto mais quente, mais fresco. A promissória é uma questão "de...vida". O pagamento é de morte. A forca é o mais desagradável dos instrumentos de corda. Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Distribuidora Record de Serviços de Imprensa - Rio de Janeiro, 1985, págs. 27 e 28, coletânea organizada por Afonso Félix de Souza. informações biográficas e mais alguns textos aqui: PROJETO RELEITURAS clique aqui para comentar: 15.11.05
alguns instantâneos da montagem da exposição "GRAVADOS", no Palacete dos Leões: os trabalhos da Adriane Pasa, aguardando a vez de ser pendurados
os estênceis do Olho sendo montados
num clima de "aqui se trabalha"...
e no fim da tarde, uma réstia de luz filtrada pelos vitrais, que foi invadindo e engolindo uma de minhas plotagens
e, para não perder o fio da meada, como está ficando o trabalho cá no porão
c'os cacos retirados
clique aqui para comentar: 12.11.05
daqueles três trabalhos que comecei, havia deixado um meio de lado, até ontem:
feliz como pinto no lixo
depois de um atraso de 21 anos
tenho em mãos finalmente
um sonho de consumo adolescente
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band
agora me dêem licença que vou ouvir até gastar o disco clique aqui para comentar: 11.11.05
Este post é um copy&paste descarado do Diário de Bordo da Manoela Afonso, gravadora daqui da terrinha e que agora está em Brasília. Queria ter só um naco do pique dela para produzir e fazer as coisas acontecerem.
"Mostrei uma série dessas fotos a Kafka e disse-lhe brincando: - Por mais ou menos duas coroas, é possível fazer com que alguém o fotografe sob todos os ângulos. É o 'conhece a ti mesmo automático!' - Você quer dizer o 'engane a ti mesmo automático' - replicou Kafka com um leve sorriso. Protestei: - Por que diz isso? O aparelho não consegue mentir! Kafka inclinou a cabeça sobre seu ombro: - De onde você tirou isso? A fotografia concentra seu olhar sobre o superficial. Desse modo obscurece a 'vida secreta' que brilha através dos contornos das coisas num jogo de luz e sombra. Não se pode captar isso, nem mesmo com o auxílio das lentes mais poderosas. Devemos nos aproximar dessa vida interior pé ante pé..." Extraído de "Conversation avec Kafka de Gustav Janouch - citado em "O Ato Fotográfico" de Philippe Dubois, p.44 Foto: Fotografia (minha de eu mesma) de uma das gravuras de Roberto De Lamonica, exposição que aconteceu aqui em Brasília na Galeria do TCU há pouco tempo - imperdível! Finíssimo, pois não?! clique aqui para comentar: 9.11.05
RELATÓRIO DE PERDAS E DANOS Depois de alguns dias úmidos e de atitudes insanas contra o espólio do artista - atitudes estas que não foram devidamente registradas por meio de captura de imagens - e que consistiram, segundo testemunhas oculares, em uma veladura de amarelo ocre e posterior passagem de Alarico, o Maçarico e suas hordas calientes por sobre a superfície da madeira; seguida por outra veladura, desta vez com azul ftalocianina, sobre a qual, ainda úmida, foi aposto o tecidocitado em outros posts e, não bastasse, o conteúdo de terra de siena, misturado ao vermelho francês que sobraram de atentados anteriores, foi vertido sobre o citadotecido. Restou, após a secagem da pajelança acima, o seguinte:
E que pode ser melhor apreciado por estes detalhes:
Sendo o quê nos resta a dizer e lamentar, atesto e dou fé ps: tem mais uns detalhes mas, sabedeus por quê sortilégios, não estou conseguindo postá-los - seguisse eu os vaticínios que teimam em bater à minha janela, não ousaria jamais enfrentar tais decisões do destino agora sim:
clique aqui para comentar: 6.11.05
depois da penúltima camada com branco, alguma coisa melhorou:
arriscando, vamos de azul agora (a luz do flash altera pra caramba a cor do turquesa), fica por conta de vossa imaginação o tom certo
a tinta e o tecido ainda úmidos:
e um pequeno safari por entre dobras e líquidos
agora é esperar mais um pouco e já que falei de Alarico, o maçarico - para quem não teve o prazer de conhecê-lo ainda, segue un recuerdo de como ele opera quando baixa o Caboclo Torquemada cá no Porão:
clique aqui para comentar: 3.11.05
finalmente a camada secou e, tirando o tecido, ficou assim:
não sei se tem alguma coisa faltando ou sobrando nisso, já estou de olho no Alarico, o maçarico... clique aqui para comentar: |