porão abaixo® |
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"a condição dos homens é como o mar, a ele dão-se diferentes nomes mas, ao fim e ao cabo, é tudo água salgada" goethe
ARQUIVO MORTO
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28.10.05
este post vai especialmente para a nossa intimorata Meg, que hoje salvou meu dia - foi com ela e com o Dudi que aprendi a bloggar (copiando primeiro alguns códigos de formatação de html e depois, a ética da coisa) e a fazer e cultivar amigos com isso "Chão de estrelas", escadaria no quarto andar do Edifício Neusta:
Minha vida era um palco iluminado E eu vivia vestido de dourado Palhaço das perdidas ilusões Cheio dos guizos falsos da alegria Andei cantando minha fantasia Entre as palmas febris dos corações Meu barracão lá no morro do Salgueiro Tinha o cantar alegre de um viveiro Foste a sonoridade que acabou E hoje, quando do Sol a claridade Forra o meu barracão, sinto saudade Da mulher, pomba-rola que voou Nossas roupas comuns dependuradas Na corda qual bandeiras agitadas Pareciam um estranho festival Festa dos nossos trapos coloridos A mostrar que nos morros mal vestidos É sempre feriado nacional. A porta do barraco era sem trinco Mas a lua furando nosso zinco Salpicava de estrelas nosso chão E tu pisavas nos astros distraída Sem saber que a ventura desta vida É a cabrocha, o luar e o violão
Música: Sílvio Caldas Letra: Orestes Barbosa e mais um pouco dele também aqui o salpico de estrelas nas imagens é do próprio piso do cafofo, se alguém se dignar a inverter as cores, vai perceber que tá na hora de uma reforma clique aqui para comentar: 27.10.05
a lambança continua
agora o sempre temerário "vermelho francês" sobre o tecido
temerário porque, pelo menos comigo, ou ele salva a lavoura, ou dá perda total como a curiosidade e a teimosia ruleiam as coisas por aqui, bola pro mato que o jogo é de campeonato clique aqui para comentar: 25.10.05
Faz tempo que matutava sobre a inserção ou não de links dos blogs que visito regularmente, me incomodava se isto não tornaria uma obrigação colocar na lista qualquer blogueiro que me visitasse. Mas, depois de três anos de estrada, as relações estão suficientemente sólidas para que isso não ocorra, aliás, é curioso como o rol de relacionamentos quase se fecha e as referências são recíprocas, coisa de amizade mesmo. depois de retirado o tecido, a madeira ficou desse jeito
pelo visto, isso ainda vai dar trabalho até ficar bom, problema agora é elencar a próxima camada clique aqui para comentar: 23.10.05
continuando a lambança, nova camada de tinta sobre o trapo:
carmim e terra de siena natural
that's all, folks! clique aqui para comentar: 22.10.05
hoje faz 13 anos que Seu Zé foi desta para melhor para ajudar, fomos fazer aquele programa pequeno-burguês clássico, que é limpar a casa de praia para a temporada que se aproxima inevitável olhar o São José na parede da casa de veraneio polaco:
firulas digitaisequais - Balneário Grajau ©boczon, 2004 clique aqui para comentar: 19.10.05
escada na abside (ou presbitério) de uma igreja, que alguém muito incauto - ainda que bem intencionado - transformou, anos atrás, em salas de catequese, o quê escondeu alguns vitrais
estava esquecendo, fiz estas imagens porque começamos a trabalhar no projeto da reforma, para que o espaço volte à sua função original clique aqui para comentar: 15.10.05
acho que, desta vez, acertei a mão aquele trabalho com os cacos ficou com essa cara, por enquanto:
um detalhe:
não sei se vou fazer mais alguma coisa, talvez acertar algo aqui e acolá... mas o martelo já está praticamente batido clique aqui para comentar: 12.10.05
tirando o trapo, a primeira camada ficou assim:
detalhes, detalhes...
enquanto fotografava, um pardal na cumeeira e a chaminé da stara kuchnia contra o sol da tarde:
clique aqui para comentar: 10.10.05
uma reprise que vem a calhar: A Partida Dei ordem de irem buscar meu cavalo ao estábulo. O criado não me compreendeu. Fui eu mesmo ao estábulo, ensilhei o cavalo e montei. Ao longe ouvi o som de uma trombeta, perguntei o que significava aquilo. Ele de nada sabia, não ouvira nada. No portão deteve-me, para perguntar-me: - Para onde cavalga o senhor? - Não o sei - respondi -. Apenas quero ir-me daqui, somente ir-me daqui. Partir sempre, sair daqui, apenas assim posso alcançar minha meta. - Conheces então, tua meta? - perguntou ele. - Sim - respondi eu -. Já disse. Sair daqui: esta é minha meta. Franz Kafka (tradução de Torrieri Guimarães) e na correria, mais uma ladrilhada de cacos e camada de tinta:
látex branco
e terra de siena natural
e, para não perder o hábito, numa outra placa, um pedaço de tecido que as traças ainda não degustaram
no trapo, terra verde com pó de grafite e látex branco clique aqui para comentar: está tudo atrasado por cá, mas não vou perder a oportunidade de bancar o otimista: tarde de sexta (07/10/2005) na área da Donanna:
flores e verdes diversos que ela colheu para secar e fazer chá
não adianta, uma vez esteta, sempre esteta clique aqui para comentar: 6.10.05
a cara de como ficou depois da primeira camada, c'os cacos retirados:
uma ladrilhada com cacos - acho que vou por aqui:
nova camada, azul cobalto, gris de payne, branco e pó de grafite:
zoomzinho perspectivado da coisa úmida:
no rastro e registro destes detalhes, provavelmente virão algumas firulas - coming soon clique aqui para comentar: 4.10.05
na tentativa de criar vergonha na cara, hoje começa a fatura de três novos trabalhos em madeira compensada - 110x80cm:
como de praxe, uma primeira velada:
pollackiada em branco látex e preto de tingir tecido (?)
e uns cacos de vidro para ver se aparece um rumo
clique aqui para comentar: 22h15 de segunda, skyline a partir do apartamento 43 no Rebouças
há tempos escrevi sobre um vizinho que acorda todo mundo clamando por sua Olga, numa casa de repouso nos arredores
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