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ENTRE SEM BATER
ARQUIVO MORTO
com tato, clic ici, svp as imagens que não tiverem fonte ou autoria citadas são da lavra ©boczon as citações abaixo são geradas pelo banco de dados do CITADOR, fugindo de qualquer controle estético ou conceitual |
31.8.05
na tentativa de fechar a conta iniciada em 24 de junho próximo passado, uns detalhes da casa polaca de troncos (ou seria uma casa de polacos broncos?), que pertenceu, em priscas eras, a meus antepassados, em São Miguel, na colônia de sempre...
estas fotografias foram obtidas com filme, na persistência de ainda utilizá-lo... update: mapa-mundi da colônia:
em verde, o lote onde está a casa de troncos em laranja, a localização do sítio atual da família, após as unificações e subdivisões em azul, Capela de Nossa Senhora das Dores (Matka Boska Bolesna) a cultura polaca que herdei está restrita a um círculo de malemenos uns 5km de diâmetro, com centro na capela a partir daí foi uma aculturação só - acho que estou nesse banzo revival porque dia 11 vindouro tem quermesse da padroeira na colônia, vamos ver se desta vez registro o evento, ganho uma prenda no bingo e arrumo uma polaquinha para namorar atrás da igreja... clique aqui para comentar: 29.8.05
não sou muito de fazer listas de 10 mais, mas se tem um conto que posso elencar como top de linha, é este: - Cansei de viver com um grande manso. Pegue os teus trapos. Vá até o cemitério... - Não fale assim, amor. - ...e procure um túmulo para chorar. Já morri para você. Dalton Trevisan - Ah, é?
Aniolek cemitério e Capela de Nossa Senhora das Dores, Colônia Thomaz Coelho, 2005 clique aqui para comentar: 26.8.05
noite fria em Florianópolis, luminária de papel no apê da Hebe:
firulas sobre reflexos noturnos na Ponta das Canas:
clique aqui para comentar: 22.8.05
"Como conteúdo da experiência humana última, isto é, mística, a vida é um contínuo processo de destruição, no qual e do qual as formas emergem apenas para serem apreendidas e destruídas". SHOLEM, G, citado em Umberto Eco, Semiótica e filosofia da linguagem, p.220.
medalha encontrada e resgatada na noite de sábado, no Balneário Grajaú-PR, durante a busca parcialmente infrutífera - e bastante trôpega - de madeira para conseguir terminar de assar uma tainha de 3,5kg
neste fim-de-semana regado a pescadas (acima), corvinas, tainhas e suas ovas, camarões, pirões, cachaça com cataia, muita cerveja, o som alto de praxe, conversa jogada fora, um quase desmanche de automóvel e elocubrações diversas sobre a produção de filmes pornográficos; bem disse o Vile: "o monte de entulho de hoje será o sambaqui de amanhã" clique aqui para comentar: 19.8.05
firulas digitais sobre imagens lisboetas da amicíssima Isabel Seraphim, recém chegada d'além mar:
clique aqui para comentar: 12.8.05
para confirmar que a arte está nos mais insuspeitos lugares e não depende de muito perdigoto para se justificar, a Dona Anna fez um site-specific na garagem com o resultado da faxina no sótão mas, modesta como é, não alardeou isto a nenhuma curadoria...
o endereço para visitação da obra: Rua João Borsato, 172 - Portão - Curitiba - Paraná - Brasil mas como, pelo que apreendi com a autora, a proposta também está inserida no conceito de arte efêmera, sua permanência como está, ficará restrita até amanhã pela manhã (sábado, 13 de agosto de 2005), quando uma troupe performática fará a remontagem da instalação no interior de um veículo automotor, fechando o ciclo - site-specific / performance / arte itinerante - num auto-de-fé, no fogão a lenha da Dona Balbina, amiga de longa data da artista como arte, além de intriga também é cultura, uns detalhes de como se fazia o transporte de secos e molhados e a programação visual naqueles tempos em que se amarrava cachorro com lingüiça feita em casa, com porco comprado na Colônia Thomaz Coelho...
e a pièce de résistance, na grafia do Seu Zé, o preço do quilo de batata vendida a granel no Bar e Mercearia Pinheiro:
clique aqui para comentar: 9.8.05
8.8.05
pequeno ensaio com ramo de palma abandonado no piso do subsolo do Edifício Neusta na madrugada de 07 de agosto de 2005
clique aqui para comentar: 5.8.05
Para não dizer que não trouxe nenhuma lembrança turística da viagem a Florianópolis, comprei Últimos Sonetos, de Cruz e Souza e, entre outros, este em especial para ilustrar a patuscada em que me meti numa discussão no Grupo Gravura: Fogos-fátuos Há certas almas vãs, galvanizadas De emoção, de pureza, de bondade, Que como toda a azul intensidade Chegam a ser de súbito estreladas. E ficam como que transfiguradas Por certos momentos, na vaga suavidade De quem se eleva com serenidade Às risonhas, celestes madrugadas. Mas nada às vezes nelas corresponde Ao Sonho e ninguém sabe mais por onde Anda essa falsa e fugitiva chama... É que no fundo, na secreta essência, Essas almas de triste decadência São lama sempre e sempre serão lama. como me foi cobrado, seguem algumas imagens da montagem de minhas monotipias: ser profissional é segurar lápis atrás da orelha e cortar o trabalho para que ele cumpra seu fado - foto da Dulce:
detalhes da montagem das monotipias com ardósia 'Mbate:
e uma geral da quizumba - foto by Dulce Osinski:
e para fechar a conta, nada melhor que só conviver com gente fina da melhor qualidade:
clique aqui para comentar: 2.8.05
ainda sobre a montagem da exposição PLANOS ESPAÇOS, na galeria da UFSC: a Dulce erguendo o painel com suas xilogravuras em MDF:
a Eliana dispondo suas caixas de gravura:
e sendo auxiliada pelo Edson, gente finíssima que trabalha na galeria:
Hebe, Eliana e Dulce fazendo a montagem das gravuras em metal sobre papel jornal da Fátima Vera:
e, numa daquelas coincidências que não dá para deixar passar batidas, ao lado da galeria tem uma barbearia:
Dulce e Hebe matutando sobre a montagem, com o painel de gravuras da Hebe ao fundo, fazendo um link entre a porta à direita e a janela à esquerda:
todo o povo fazendo o trabalho do Renato Torres tomar corpo - da esquerda para a direita: Hebe, Edson, outro cara gente finíssima que nos ajudou, mas que agora não recordo o nome, Dulce, Eliana e Amícia (que coordena a galeria e também estava registrando tudo):
e a mais "jóia, jóia" de todas: a Eliana dançando com o voil do trabalho do Renato e a luz baixa de fim-de-tarde que entrava pela galeria; e com o movimento, inundando o espaço com um cheirinho de açafrão - delícia!
já escrevi sobre isso aqui, de como para mim é bom ter esse contato com a discussão e a montagem das propostas, de como essa troca de opiniões e diversos olhares sobre os trabalhos dos outros e dos nossos próprios é boa para descermos do salto algumas vezes e, em outras, afirmarmos que a poética não se resume ao trabalho em si, mas que pode sim interagir com o entorno e com os trabalhos dos outros. clique aqui para comentar: |