porão abaixo®



ENTRE SEM BATER






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as citações abaixo são geradas pelo banco de dados do CITADOR, fugindo de qualquer controle estético ou conceitual




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28.7.05

enquanto o material e texto da exposição em Florianópolis vai sendo bilrado, uma amostra do que rolou na viagem em companhia da Dulce Osinski, Hebe Libera e Eliana Herreros

sol, chuá chuá e mastareú, como convém a uma ilha:



qualquer conversa acabava em gastronomia e outras coisas que fazem a vida valer a pena - essa simpática torta de nozes foi pedido da Eliana no Mercado:



painel de vidro no acesso à galeria - enquanto fora alguém fazia um lanche, dentro a Eliana procedia à montagem de seu trabalho e, ao fundo, minhas monotipias:



interior do trabalho do Renato, que emana um odor finíssimo de açafrão, visto de cima de uma escada:



a Dulce me fotografando enquanto eu fazia a imagem acima:



um polaco peidorreiro que apareceu para dar pitaco em tudo, flagrado pela Dulce:



e Adamastor, em nova performance (ver post de 15.06) - um tanto decaído face o tratamento não muito ortodoxo que lhe tem sido dispensado:



por enquanto é isso...

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23.7.05

aproveitando a maré de eventos e viagens, hoje à noite vai ter bate-coxa com o Gás Pimenta no Farândola (Al Augusto Stellfeld, 635 em frente ao SESC da Esquina), a partir de 21h

e amanhã desço a serra com a Dulce Osinski, rumo a Florianópolis, para montagem e abertura (no dia 26) da exposição da Oficina Permanente de Gravura da UFPR, na Galeria de Arte da UFSC

face à quizumba provocada pela organização do salão de Goiás - vide - perdi o tesão de postar imagens e comentários sobre o mesmo - isso vai ter que ficar para a volta, quando espero ter também material sobre a exposição na UFSC, isso lá por quarta-feira próxima.

entonces, inté!

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21.7.05

ao distinto cavalheiro*

a todos existem divisores de águas
alguns,
moisés com cajados, salvam povos da servidão
outros,
grãos, aos poucos delineiam cânions, definem geografias, separam porções

aos poetas, musas cedem figuras de linguagem
metonímias, oximoros, epânodos
que almejam sua alma transcender
com palimpsestos de trovas, sonetos e concretismos

que também barragem formam itaipus
e flamengas dams, de stijls

aos ébrios ensimesmados é natural
que à moça e mulher à senhora
tal questão se limite
ao aceite de um brinde

aos sérios cartesianos, um começo um meio um fim
aos crentes, a visão dum sinal dos céus
aos átomos, o mero cataclismo nuclear
aos primos, um divisor comum
aos céticos, a certeza do vazio
aos contínuos, o sonho lotérico
aos arquitetos, distar o hall social da entrada de serviço

e ao distinto cavalheiro,
no rol do cardápio, escolha e pedido

minh'águas passaram derredor
de tais montantes e jusantes
na alcova cartografados
e que, divisores, que nada,
bracejam e transbordam amantes
ainda relentos e marés

mas vejo que agora,
já não como antes,
se obrigam ao respeito mútuo
frágil de areia pouco socada
goela abaixo pela soberba
de se achar relevo
ainda que, sabendo ser terreno, lixívia
ágüe, permeie ao menor descuido

um monjolo démodé ergue o braço e,
ao rio que passou em nossa vida,
ao desejo de ser foz em estuário ou delta,
ao destino brinda sem graça,
e finda,
clop,
no pilão




'mbate
monotipia com ardósia
©boczon, 2004

* graças a uma dose de seleta, três chopps, uma conversa muito boa, um assédio malsucedido e à Dinah Washington

para saber mais sobre o estabelecimento: ao distinto cavalheiro

update:



faltou a fachada para ilustrar melhor, diria que é mais um daqueles portos seguros quando não se tem idéia de onde ir

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19.7.05

hoje foi cumpleaños de Dona Anna - 73 invernos dedicados a viver - essa coisa que a gente deixa constantemente de lado, imersos em queixas e chorumelas

a ela parece não interessar se há altos e baixos; o dia de amanhã será sempre melhor - não sei se isso se deve à sua fé ou vice-versa, mas apenas que, benza deus, me sinto cada vez melhor quando chego para tomar seu café (feito de maneira errada, segundo baristas) que, como todo bom café de mãe, não tem gosto igual, e falamos das coisas rotineiras, do tempo, se dormimos bem, se há alguma notícia da parentada, dos problemas, das soluções, de quando ela irá fazer broa, de quando irei tomar rumo...

vale o reprise dum rascunho que fiz com toco de carvão e papel de rascunho manchado de café, de setembro de 2002, em que, chegando à tarde, na surdina, flagrei-a rezando ao pé da capelinha, e vi o sentido da quadrinha:

vi minha mãe rezando
aos pés da virgem maria
era uma santa escutando
o que outra santa dizia




eu com ela na abertura de uma exposição minha, no ano passado - tipo de evento em que não faz questão de ir, porque segundo ela: "não entendo nada, e já vejo isso quase todo dia"



e hoje, noite fria regada a café, STO LAT, pão com vina, cuque vindo de Santa Catarina, e piadas - numa composição bem família: o tio Nardo e minha madrinha Odete, Tânia, Ricardo e Lucas e meu irmão Emilio, Irene, Milene e Fabiana:



EVOÉ! que é bom sentir como ela é e merece ser querida

ps: face à sua incidência neste post, devo considerar que boa parte do convívio familiar se dá ao redor da infusão da mais famosa entre as rubiáceas, e pela qual nutro certa dependência química

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18.7.05

voltando pra terrinha, e enquanto vou tentando preparar o material que trouxe do Salão de Goiás, dois instantâneos:

na abertura do salão: este vivente e Famiglia Boçon: Gustavo, Mariana, Simone e o brôu Silvio:



só tenho a agradecer pela companhia deles: a hospitalidade em Brasília, os passeios e papos sobre o que rolou e as reformas que virão; a viagem até Goiânia e a paciência deles em ter que aturar minhas pretensas explicações do por quê daquilo tudo se arvorar em ser arte, outros passeios e mais conversas legais - acho que pudemos colocar todos os assuntos em dia - fico devendo essa...

e quase ao fim da viagem, dobrando uma esquina a Simone me alertou para essa moradia popular, debaixo de uma mangueira, acho...





é de se notar o esmero na tentativa de colocar ordem no caos, não tivesse o cidadão que parecia ser o dono uma cara de poucos amigos, seria revelador poder chegar mais perto, quiçá entrar no domicílio e tentar linkar essa proposta arquitetônica com a de Brasília.

mas, de cara, lembrei do trabalho do C. L. Salvaro



barraco salvaro, 2004/2005
Vassouras, rodos e similares 1,50 x 3 x 1 m

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14.7.05

encerrando as visitas oficiais, uma ida até o Catetinho:



não levava muita fé, mas o local até que ajuda a pensar nas coisas em que às vezes nos metemos e para as quais temos que dar cabo, custe o quanto for...



certos de que, sem a cana, não dá...



detalhes: do piso, do violão do Dilermando Reis e dum espremedor de laranjas super:







a lavanderia donde se tirava o conteúdo desenvolvimentista das cuecas do Juscelino:



e uns registros museugráficos,





e agradecendo a acolhida, um pé do JK



e o próprio, num clima de "santo subito"



EVOÉ!!!! e agora, sartamos fora para Goiânia...

... inté!

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13.7.05

na Capital Brasileira do Brasil, abordado pelo marketing rasteiro numa calçada na esplanada dos ministérios:



depois um pouco de por quê me ufano de meu país ao som de Don e Ravel:



a constatação de que as batatas estão cozendo na panela do congresso:



e outras imagens, sem muitos trocadilhos ou interpretações chulas:









aniolek na catedral, sempre eles...





a mão de bronze de São Mateus:



e a ponte JK vista da lâmina d'água, finíssima!!!



that's all, folks!

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8.7.05

Agenda cheia:

amanhã tocamos na Pousada Cainã, em São Luiz do Purunã, numa noite de rock dos anos 70

domingo estou sartando para o lugar mais quente do Brasil sil sil neste momento, Brasília, visitar o mano Silvio, e depois, uma esticada até Goiânia para o Salão Nacional de Arte de Goiás

Se der, posto alguma coisa do centro-oeste - espero que nada de polítitica.


esta charge, surrupiei do blog do Zérramos, finíssima para o espírito da época

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6.7.05



manhã fria, cinzenta, com garoa
e tendo que pensar nas coisas chãs, materiais...



meio-fio no Champagnat
em frente ao número 1137 da Padre Anchieta

selaví!

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3.7.05









firulas digitaisequais - São Miguel
©boczon, 2005 - sobre algumas imagens do post abaixo

importante é olhar: adiante, acima, atrás, abaixo;
e mais ainda, para os lados para não ser atropelado


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