porão abaixo®



ENTRE SEM BATER


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as citações abaixo são geradas pelo banco de dados do CITADOR, fugindo de qualquer controle estético ou conceitual




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31.3.05





onde se ganha o pão
firulas digitaesequaes
©boczon, 2005

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26.3.05

nestes tempos pascais de ovos e reflexões, uma rara pintura de cavalete, num arremedo pontilhista.



a tentação de dolores após o sermão
©boczon, 1999, acrilica sobre tela

a coisa da dolores surgiu num telefonema do Irã Dudeque, em que ele começou a falar sobre um livro que estava lendo (Contra o Brasil, do Mainardi), e não sei por quê cargas d'água, comecei a fazer algumas composições áridas - ou desérticas, sei lá, talvez pensando na situação primeva e miserável dos nhambiquaras - no Corel.

daí que, no dia seguinte, folheando sem compromisso, cheguei na Visão após o sermão - Jacob lutando com o Anjo, do Gauguin, e fiz um típico polish link.



provavelmente por estar, à época, gastando o braço do sofá, senti uma certa sensualidade nas esferas, nas curvas, nas cores, e apareceu a dolores, barrigudinha e lasciva me esperando d'après la prédication.

update:

encontrei entre as pilhas de entulho do porão, um estudo inicial para a dolores



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20.3.05



DE OURO
DESPEM-SE OS TRONCOS
DE OUTONO

©boczon, 1998 - imagem, Colônia Tomaz Coelho, Araucária, fevereiro de 2005.


início de outono, nesta manhã de domingo:



um casal de tirivas que fez um barulho danado, pousado na janela do vizinho

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19.3.05

terça-feira próxima passada, voltamos às atividades na Oficina de Gravura da UFPR.

além de rever os amigos que um dia deixei e colocarmos as conversas em dia, recebi um presente da Eliana Herreros - que há um tempo vem trabalhando com material reciclado: uma vaquinha recortada de embalagem tetra-pak:



confesso que não entendi muito bem qualé a da tal vaquinha, mas graças à Gestalt e à minha propensão de distorcer um pouco as coisas ditas sérias, não é que, no verso, a vaca muda de sexo?



além disso, ganhei da Isabel Seraphim uma sacolada com tintas, pincéis e o escambau - agora vou ter que trabalhar para merecer o presente.

e a noite terminou numa dessas bodegas metidas a simples no estilo "fake north-eastern", só que situadas em bairro chique, cujos preços de bebidas e aperitivos não são nem um pouco "terra" - mas o importante é a companhia: Dulcynka, André, Marisa, Thelmo, Jussara, Vera - só gente fina da melhor qualidade.

ps: peço desculpas pela quantidade de 'rezas' no post anterior, mais um ato falho...

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15.3.05

ontem à noite fui fazer uma visita ao atelier mestre Ronald Simon.

além da localização no Alto São Francisco, que tem uma vista e tanto; o detalhe de que a construção tem a assinatura do Kirchgässner (pioneiro da arquitetura moderna em Curitiba, em cuja própria residência toda a vizinhança recomendava a contratação de carpinteiro que fizesse telhado com oitão alto, como rezava a tradição arquitetônica da época, porque sua casa tinha jeito de 'igreja' - reza a lenda que realmente alguns incautos entravam nela na intenção de rezar)

como era noite e chovia a cântaros, não tenho nenhuma imagem, mas com o tempo...

bom, o fato é que o Ronald está com algumas pinturas novas que são do balaco:



e mais, agora está pintando também em camisetas (não é serigrafia, são todas originais), começou com o pedido de amigos e idéia foi tomando corpo - nada mais natural, quando se unem engenho e arte.

além de encomendar uma, tomei a liberdade de fotografá-las:





se algum leitor tiver interesse de adquirir para uso próprio ou para presentear alguém, posso afirmar (com a autoridade que minha opinião polaca-muquirana me habilita) que vale a pena unir o útil ao agradável, o mestre está pedindo apenas R$40,00 (é isso mesmo, quarenta reais!) por cada t-shirt.

é aquela velha história: vale muito mais, mas o altruísmo está aí pra isso

para contato, segue o 41 91861483, e também o e-mail ronaldsimon@pop.com.br - se alguém não conseguir comunicação, pode falar comigo que passo o recado, qualquer outra informação ou imagens de outras camisetas.

não é minha intenção tornar este blog espaço para comércio, mas sim aproveitar o meio para divulgar as coisas boas que tenho oportunidade de partilhar.


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11.3.05


dia desses, o mestre Dudi lançou o desafio de novos naipes para baralho

segue minha modesta contribuição



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8.3.05

longe de mim querer justificar qualquer coisa ou advogar em causa própria, mas...

"Os caboclos gostaram dos poloneses desde o primeiro momento, por serem de bela aparência, bons e honestos. Distinguem-se de todos, pelo seu trabalho e piedade, que são conhecidos no Brasil inteiro. Somente possuem um defeito. Gostam de beber - aqui há beberrões de sobra. A 'wódka' aqui é denominada cachaça. Infelizmente a cachaça é realmente barata. Por uma 'coroa', pode se comprar um grarrafão que possui 5 litros, eis a razão da bebedeira generalizada.

Os italianos afirmam que os poloneses são excelentes: de manhã o homem e sua senhora vão à cidade. Ele dirige, mas na volta quem faz a vez de carroceiro é a mulher, pois o marido dorme bêbado sobre a palha da carroça. Depois de cada ofício religioso segue-se a bebedeira, enquanto os batizados e casamentos são realizados com álcool. É curioso que mesmo na bebedeira são piedosos. Quando brindam-se com cálices, um diz: 'À sua saúde, compadre!' O outro responde: 'Tome com o Senhor Jesus!'

Se deixarem o álcool serão os melhores e os mais honestos homens."

Padre Hugo Dylla. Misye Katolickie. Kraków, 1904. In: Wachowicz, Rui. Tomas Coelho, uma comunidade camponesa. 1977



"Znak!" - firula digital polaca, ©boczon, 2003

cumpre salientar a presença da mulher polaca, olhando por nós enquanto pomos os pés na jaca.

nessa firula polaca, suas silhuetas estão preenchidas com o caco de um prato, que encontrei numas andanças pelo pomar do sítio - a quizumba deve ter sido de monta.

como de praxe, a fotografia original é do Seu Zé, na casa da parentaiada.

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6.3.05

Seu Zé vivo fosse hoje completaria 80 anos
há dias ando numa nostalgia braba daquilo que foi e fui e daquilo que poderia ou não
os perrengues se avolumam, encho a cara com amigos que ainda me aguentam - os vultos apaziguados e tenho remota noção de planos magníficos, de resoluções estupendas, de idéias mirabolantes
mas tudo regurgitei na BR 470 e agora, só minha velha companheira ressaca moral na viagem de volta, que volta.


firula digitalequal, balneário grajau, ©boczon, 2005.
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