porão abaixo®



ENTRE SEM BATER


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as citações abaixo são geradas pelo banco de dados do CITADOR, fugindo de qualquer controle estético ou conceitual




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27.2.05

depois de ter descoberto a roda, ontem* a visão da lua cheia me trouxe outra constatação:

sempre que vejo o plenilúnio, tenho ganas de fotografá-lo - mas isso é meio estranho, porque já faz um bom tempo que é fácil e agora, com essa tal internet, é a coisa mais simplória do mundo pegar imagens do dito satélite natural que são de tirar o chapéu e das quais meus parcos esforços fotográficos não lamberiam a sola.

então, por quê essa coceira de sair apertando botões mesmo sabendo que é mais uma brancaleonice?

pasmem, leitores, mas é porque mesmo fora de foco, com pouca aproximação, com a interferência da atmosfera (e do quê flutua nela), com os problemas da relação entre abertura de diafragma, velocidade do obturador e sabe deus que outros poréns, ainda será a "minha" fotografia da lua e da qual ficarei, como diz aquela música cantada por Pedro Bento e Zé da Estrada, "falando com meu colchão e ouvindo meu travesseiro".



* a descoberta da roda não foi ontem, já faz uns dias

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23.2.05

Esperma é propriedade da mulher, decide Justiça nos EUA


Chicago, EUA - Uma corte de apelação nos EUA decidiu que um homem pode processar uma mulher por danos morais ao descobrir que a amante usou seu esperma, sem autorização, para engravidar, mas não pode acusá-la de roubo, porque uma vez produzido o esperma se torna propriedade dela. A decisão manda o processo por danos morais aberto pelo médico Richard O. Phillips contra a também médica Sharon Irons de volta à primeira instância.

Philips acusa Irons de uma ´traição calculada, pessoal e profunda" ao final do caso que mantiveram seis anos atrás. Ela teria guardado sêmen depois de fazerem sexo oral, e usado o esperma para engravidar. Ele diz que só descobriu a existência da criança quando Irons o processou exigindo pensão. Testes de DNA confirmam a paternidade.

Philips então processou Irons por danos morais, roubo e fraude. Os processos foram recusados pela Justiça de primeira instância, mas agora o caso por danos morais poderá prosseguir. Os juízes da corte de apelação concordaram em descartar as acusações de fraude e roubo, afirmando que Irons não roubou o esperma.

"Ela afirma que quando o queixoso ´entregou´ seu esperma, isso foi um presente - uma transferência absoluta e irrevogável de título de propriedade entre doador e receptor", diz o veredicto. "Não houve acordo de que o depósito teria de ser devolvido quando solicitado".


AP

Fonte: Estadão - 24/02/2005.

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como diria o Mussum: "Tanajuris, prudência!"


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para fechar a conta, mais memórias e mídias



eitadeu

eita, que as sempre mesmas
plásticas intenções mutadas em
proteicos eflúvios nos sempre
quartos pisos, findos pgtos. e carraspanas,
vêm

rubros e obtusos sim,
mas nem tão raros de ver-se
ao perceberem-se que muitos também
são os esgares das outras partes
solidárias enquanto da solidão
que tantos reclamam.

centenários, os idos
já despontam novos dias
nestes fevereiros quase março

como outros, de quando 1990
saído estive, e meu tio de costas tadeu
à beira da baía, na ponta que já félix
e oswaldo, antonio,
e a saudosa hering vermelha
contra um horizonte cananeu
percebo, melville:

nomes, homens, nomes,
casei-me um ano e dez meses depois
com alguém belém lopes,
que dessa antonina também já foi

©boczon, 23.02.2005, 2h15, depois de algumas ypiocas e outras tantas skois com o mestre Ronald Simon, no Sal Grosso e à base do "chove lá fora e pinga aqui dentro"

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20.2.05

arre, que hoje terminei de ler Moby Dick.

das grandes lições, duas em especial:



1 - a importância de se saber o contexto do quê se lê;
2 - fundamental se ter um Orélio ao lado para não se entrar em comparações equivocadas sobre palavras com prefixos de etimologia semelhante, mas sentidos diferentes



natureza morta com estojo de sax tenor e "pork pie hat"

não sei de quem é a foto, que está num fascículo de história do jazz, no capítulo sobre Lester Young, sem menção da fonte.

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16.2.05

meio atrasado, mas cadê tempo?



o paradigma Brás Cubas suspenso pelas polias de Momo - ou uma espermática metáfora

o mais próximo de serpentina
foi a fita vermelha que lacra biscoito,
entre uma zappeada e outra caloria adquirida
surdos mudos e a vizinha casa de repouso
quatro andares abaixo e outros metros à esquerda
onde há o idoso que, alzheimer talvez,
geme desde cedo:

"olga! ô olga!"

será o celibatário do quarenta e três
desperto nas alvoradas do entrudo
por um semelhante seu que,
tal e qual espermatozóide ao óvulo indiferente,
deixou-se passar pelo corso
e agora tenta, com um monocórdio cântico de esponsais
acompanhar a "furiosa" que longe, nem se ouve mais
e conseguir da colombina odalisca carmen miranda
que apenas dura em sua retina
um olhar, que fosse?

seu cordial músculo marca o tempo, compassa

numa diafragmática intensidade
vai o ar entre as cordas já calosas,
mas que ainda o timbre definem;
articulam-se palato, língua e dentes
e rompe, em ondas tsunâmicas
que inundam e remoinham minha ouça
até o tímpano, martelo, bigorna, estribo

tudo bate, retorce, ressoa
na audição e equilíbrio

carnaval, marcha-rancho
quaresma, ladainha
a todos, um lamento, um ai
ao destino que, parece,
gosta que se enrosca duma troça:

"oooolga! ô olga! olga!"

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13.2.05

Não consegui o mesmo ângulo da foto em P&B porque tem umas construções no local agora, mas deu para chegar bastante próximo, ou melhor, valeu pelo registro dos cedros, onde numa de minhas poucas aventuras de batateiro, lá por 1980, realmente sentamos à sua sombra para comer broa de centeio com frango ensopado, no intervalo da colheita.







Ainda de quebra, encontrei um velho oratório abandonado num monte de entulho, mas está no terreno de meu tio Antonio, e como ele não estava por lá, não pude pedir autorização para o resgate.





Nas andanças, uma pausa na barroca, onde tem uma vertente de água.
Curioso como é o tipo de coisa que normalmente passa despercebida, mas quando faz parte do nosso quinhão, toma outra dimensão.



ps: na verdade, comemos foi galinha ensopada, porque esse negócio de frango é coisa de supermercado.

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11.2.05

Hoje, um Boçon a menos.

Faleceu o tio Tadeu, irmão do Seu Zé, que já há um bom tempo estava enfermo

- como diz o senso comum: "Descansou!"



Nesta foto que meu pai tirou, ele é o primeiro da esquerda. Segue minha avó Petronilha, tio Antonio, tio Pedro (também já falecido) e o Vô Leonardo. Estavam na roça, na hora da marmita.

Deve ter sido em 1946, 47, por aí...

...um polonês que vai fazer falta, mais do que já estava fazendo desde que ficou doente.

Coincidência ou não, ontem fui para Araucária e tirei uma foto da parte do terreno que, na partilha, ficou para ele. Não é o mesmo ângulo de visão da anterior, que provavelmente foi tirada mais à direita, onde tem uns cedros - que sábado passado fiquei me coçando para fotografar - quero ver se faço isso neste fim-de-semana.



Espero que tenha ido em paz.

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8.2.05

segurançanafolia



nestes dias de momo, em que pouco se dá o respeito à carne, não é demais lembrar o bordão do Velho Guerreiro:

"bota a camisinha, bota meu amor!"

aliás, bota e camisinha para segurança dobrada.

a imagem não têm qualquer alteração (digital ou não) do original, que está citado no corpo da mesma
o acervo pertence à Fundação Pe. Udarque, de Amparo aos Restolhos da Baixa Classe Média Brasileira
quaisquer críticas e/ou sugestões serão bem-vindas

seja esta a primeira vez que o percebe, e queira receber nossos reclames no conforto de seu lar,
envia um e-mail cá pra nós, que ilustraremos nossa lista com seu endereço

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5.2.05

Benditas certas insônias que levam a leituras um tanto soporíferas na extensão, mas que, benfazejamente, jogam em minha cara a maneira pela qual venho me portando frente à pesquisa e à produção e, por tabela, à vida de polaco da nhanha que tenho levado ultimamente.



"E se todas as coisas ali surgiam magnificadas para quem as viu com os olhos da cara, apalpou com as mãos, calcou com os pés, não seria estranhável que elas se tornassem ainda mais portentosas para os que sem maior trabalho e só com o ouvir e o sonhar se tinham por satisfeitos. Nada parece, aliás, quadrar melhor com certa sabedoria sedentária do que a impaciência de tudo resolver, opinar, generalizar e decidir a qualquer preço, pois o ânimo ocioso não raro se ajusta com a imaginação aventureira e, muitas vezes, de onde mais minguada for a experiência, mais enfunada seirá a fantasia."

Sergio Buarque de Holanda, Visão do Paraíso.

Talvez seja falta de vergonha na cara (como quer a Dona Anna), necessidade de fazer análise, carência de umas doses de wódka na caveira, ou tudo junto com uma cereja em cima.

antepenúltimo suspiro de uma pretensão descontinuada


firula digitalequal - despista-me ou te retorno
©boczon, 2005

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